O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) decidiu encerrar os serviços de segurança patrimonial no Açude Banabuiú, um dos maiores do Ceará, conhecido também como Açude Arrojado Lisboa. A medida, justificada como contenção de gastos, ocorre poucos dias após a conclusão de obras de modernização e revitalização que custaram R$ 29 milhões aos cofres públicos.
A decisão do Dnocs é uma resposta a um bloqueio de R$ 150 milhões no orçamento da autarquia, imposto pelo Governo Federal para evitar que o caixa feche no vermelho em 2025. As obras no Açude Banabuiú, iniciadas em 2021 e finalizadas em junho de 2024, incluíram a recuperação de estruturas de comportas, equipamentos de acionamento e a implantação de duas novas válvulas dispersoras totalmente automatizadas.
Com o corte de verbas, o Dnocs foi forçado a realizar demissões em sua sede em Fortaleza e a descontinuar contratos de serviços, incluindo o da empresa responsável pela segurança. No total, cerca de 70 trabalhadores que atuavam na vigilância de patrimônios de açudes em todo o Ceará serão desligados.
Como consequência, açudes estratégicos como o Banabuiú, Cedro e Castanhão ficarão sem qualquer tipo de segurança patrimonial. A medida levanta preocupações sobre a integridade de estruturas que receberam milhões em investimentos públicos, agora desassistidas e vulneráveis a mau uso ou depredação.
📱 @radiocentralquixada
🌐 www.centralfmquixada.com.br
