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Ataque hacker a bancos levou PF a assessor com R$ 700 mil em espécie

Por Central FM 104,92 min de leitura
Ataque hacker a bancos levou PF a assessor com R$ 700 mil em espécie

A Polícia Federal prendeu em flagrante Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR), após identificar movimentações suspeitas em sua conta bancária. Ele foi detido com R$ 700 mil em espécie, parte de um montante de R$ 2,45 milhões recebidos via PIX de empresas ligadas a um ataque hacker contra instituições financeiras.

De acordo com relatório do Banco Central, o dinheiro passou por pelo menos quatro empresas antes de chegar à conta de Jackson. As transferências partiram de duas empresas:

  • SIS Pagamentos e Serviços (Curitiba-PR): R$ 1,85 milhão

  • Bank Ben Pagamentos Ltda (Gravataí-RJ): R$ 600 mil

O caminho do dinheiro
Os valores têm origem em furtos virtuais ocorridos em 30 de junho de 2025, contra três instituições:

  • Banco Industrial do Brasil (BID): prejuízo de R$ 1 milhão

  • BMP SCMEPP Ltda: prejuízo de R$ 11 milhões

  • Credialiança CCR: prejuízo de R$ 1 milhão

O dinheiro desviado seguiu um fluxo complexo:

  1. Do BID, R$ 1 milhão foi transferido para a Rich Beauty Cosmetics, parte do valor indo para a Bank Ben Pagamentos.

  2. Da BMP SCMEPP e da Credialiança CCR, R$ 12 milhões foram enviados à Ether Assets Account Ltda, que repassou parte do montante à SIS Pagamentos.

  3. Por fim, as duas empresas fizeram transferências PIX para Jackson, totalizando R$ 2,45 milhões.

A defesa de Jackson
Em depoimento, o assessor afirmou não conhecer as empresas que enviaram o dinheiro. Alegou que os valores eram de um garimpeiro venezuelano, em negociação para compra de uma fazenda em Roraima. A PF, no entanto, classificou o comportamento dele como "cegueira deliberada", indicando que ele optou por ignorar a origem ilícita dos recursos.

Jackson foi exonerado do cargo na Ale-RR e está sob prisão preventiva. Ele trabalhava com o deputado Neto Loureiro (PMB), que afirmou não compactuar com atos ilegais.

Operação Magna Fraus
O caso faz parte de uma investigação maior da PF sobre um grupo criminoso especializado em fraudes e invasões a sistemas bancários, com prejuízos que podem chegar a R$ 800 milhões.

E você, o que acha? É possível receber milhões sem questionar a origem?

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Fonte: G1

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