O Brasil e os Estados Unidos se encontram nesta quinta-feira (16) em Washington para negociar os efeitos do tarifaço imposto pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. A reunião será conduzida pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em um esforço conjunto indicado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para reverter as sobretaxas.
O tarifaço, vigente desde 6 de agosto, aplica uma sobretaxa de 50% sobre diversos produtos exportados do Brasil aos EUA, afetando setores como manufatura, agrícola e pescados. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a medida encarece produtos para o consumidor norte-americano, além de lembrar que os EUA já possuem superávit comercial em relação ao Brasil.
Esta será a primeira reunião formal após recentes contatos entre Lula e Trump, incluindo encontros na Assembleia Geral da ONU e videoconferências, nas quais o presidente brasileiro comentou a boa “química” entre os dois líderes. Lula, porém, brincou: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”.
Marco Rubio, conhecido por sua postura linha-dura e responsável por sanções contra autoridades brasileiras, liderará as negociações por parte dos EUA, que também incluem outras sanções a instituições brasileiras. A expectativa é que o encontro abra caminho para um acordo comercial que atenuará as tarifas e restabeleça o comércio bilateral.
O tarifaço faz parte da política da Casa Branca de elevar tarifas contra parceiros comerciais para recuperar competitividade frente à China. Em abril, os EUA aplicaram uma taxa inicial de 10% sobre produtos brasileiros, considerando o superávit americano, mas em agosto entraram em vigor novas tarifas de até 50% em retaliação a decisões que, segundo Washington, prejudicariam empresas norte-americanas.
Entre os produtos afetados estão café, frutas e carnes, enquanto cerca de 700 itens, incluindo suco de laranja, combustíveis e aeronaves civis, foram excluídos das tarifas adicionais.
Na sua opinião, essas negociações podem reverter o impacto do tarifaço e beneficiar a indústria brasileira? Deixe seu comentário.
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Fonte: GCMAIS
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