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Brasil terá maior redução tarifária após nova medida de Donald Trump

Por Central FM 104,92 min de leitura
Brasil terá maior redução tarifária após nova medida de Donald Trump

O Brasil deverá ser o país mais beneficiado pelas novas tarifas globais de 15% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida foi divulgada no sábado (21) e, segundo análise do Global Trade Alert, o país terá, em média, uma redução de 13,6 pontos percentuais nas tarifas aplicadas sobre seus produtos.

A avaliação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times, que apontou que aliados históricos dos Estados Unidos, como Reino Unido, Japão e União Europeia, serão os mais impactados negativamente pela nova política comercial.

A nova taxa entra em vigor na terça-feira e terá validade de 150 dias, prazo em que poderá ser mantida sem aprovação do Congresso americano com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Antes, Trump havia aplicado tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), mecanismo que foi considerado ilegal pela Suprema Corte dos EUA.

No caso brasileiro, parte dos produtos ainda era taxada em até 50% após o chamado “tarifaço” de 2025. Com a nova regra, esses itens passarão a ser enquadrados na alíquota de 15%, o que representa alívio para setores exportadores que enfrentavam perda de competitividade.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), cerca de 22% das exportações brasileiras aos Estados Unidos ainda estavam sujeitas à tarifa de 50% até o fim do ano passado. Já produtos como aço e alumínio continuam enquadrados na Seção 232, voltada a itens considerados estratégicos para a segurança nacional americana, e não serão afetados pela nova mudança.

A China aparece como o segundo país mais beneficiado, com redução média de 7,1 pontos percentuais nas tarifas. Já o Reino Unido deve registrar aumento de 2,1 pontos percentuais em sua taxa média, enquanto a União Europeia terá acréscimo de 0,8 ponto percentual.

Especialistas avaliam que a mudança pode reposicionar o Brasil de forma estratégica no comércio com os Estados Unidos, sobretudo em setores como agronegócio e indústria de transformação, dependendo de como a medida será consolidada após o período inicial de 150 dias.

fonte:CearáAgora

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