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Cassação ou absolvição? TSE decide futuro de deputados do PL no Ceará

Por Central FM 104,92 min de leitura
Cassação ou absolvição? TSE decide futuro de deputados do PL no Ceará

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma no próximo dia 24 de fevereiro, às 19h, o julgamento do processo que pode resultar na cassação ou manutenção dos mandatos dos deputados estaduais Alcides Fernandes, Carmelo Neto, Dra. Silvana e Marta Gonçalves, eleitos pelo PL do Ceará em 2022. A decisão é aguardada com forte expectativa no meio político.

Estão diretamente envolvidos no processo os deputados Carmelo Neto (118.603 votos) e Alcides Fernandes, conhecido como Pastor Alcides (79.207 votos), além das deputadas Dra. Silvana (82.128 votos) e Marta Gonçalves (112.787 votos). Marta deixou o PL em 2025 e filiou-se ao PSB, mas continua incluída na ação por integrar a chapa proporcional do partido nas eleições de 2022.

A acusação sustenta que o PL teria registrado candidaturas femininas fictícias ou sem consentimento apenas para cumprir o percentual mínimo de 30% de mulheres nas chapas proporcionais, conforme determina a legislação eleitoral. Caso seja confirmada a fraude à cota de gênero, a penalidade pode atingir toda a chapa proporcional.

Decisão do TRE

Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) decidiu pela cassação da chapa do PL. O partido recorreu ao TSE, que iniciou o julgamento em Brasília no ano passado.

A análise foi suspensa após o voto do relator, ministro Antônio Carlos Ferreira, que apresentou tese considerada inédita. O magistrado votou pela cassação apenas dos mandatos masculinos, preservando os femininos, sob o argumento de que a punição não poderia contrariar a finalidade da política afirmativa destinada a ampliar a participação das mulheres na política.

Desfecho

A retomada do julgamento é acompanhada não apenas pelos parlamentares envolvidos, mas também pela cúpula do PL e por outras siglas que podem ser beneficiadas com eventual redistribuição das cadeiras na Assembleia Legislativa do Ceará.

Se houver cassação, o TRE deverá refazer os cálculos dos votos atribuídos aos partidos nas eleições de 2022, promovendo a recontagem e redefinindo quais legendas assumirão as vagas abertas no Legislativo estadual.

fonte:CearáAgora

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