A partir de 2026, o novo modelo de Ensino Médio previsto na Lei Federal 14.945/2024 passa a ser obrigatório em todo o Brasil. No Ceará, a Secretaria da Educação (Seduc) já iniciou a transição gradual, com destaque para a ampliação da carga horária da Formação Geral Básica (FGB) e a implementação dos itinerários formativos — disciplinas escolhidas pelos próprios alunos conforme seus interesses.
De acordo com a secretária executiva do Ensino Médio e Profissional da Seduc, Jucineide Fernandes, o Estado aplicou em 2025 o aumento da carga horária da FGB nas primeiras séries. Assim, a partir de 2026, alunos da 2ª série também terão acesso ao novo modelo, com previsão de encerramento completo em 2027. A carga total da formação geral será de 2.880 horas, enquanto o currículo flexível contará com 720 horas ao longo dos três anos.
A principal novidade é a consolidação dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), que permitem aos estudantes escolher áreas específicas, como Linguagens, Ciências da Natureza, Matemática ou Ciências Humanas. No Ceará, cada escola deverá ofertar entre dois e quatro itinerários, de acordo com sua estrutura. Os IFAs terão 6 horas semanais, divididas entre conteúdos técnicos e o projeto de vida dos estudantes.
“O currículo agora valoriza o protagonismo juvenil, permitindo que cada aluno escolha seu caminho conforme suas afinidades e metas profissionais”, explica Jucineide. Ela ressalta que o novo formato também exige capacitação contínua dos professores, que precisarão atuar de forma interdisciplinar e adotar metodologias mais participativas.
Nas escolas estaduais, os estudantes do 1º ano já experimentam disciplinas eletivas como preparação para a escolha dos itinerários. A estudante Kamylla Araújo, da EEMTI Padre Marcelino Champagnat, em Fortaleza, por exemplo, escolheu a eletiva de Química para conhecer melhor a área e já se preparar para o sonho de cursar Medicina.
Além das mudanças pedagógicas, o Ministério da Educação (MEC) confirmou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seguirá avaliando apenas os conteúdos da Formação Geral Básica, sem incluir a parte flexível dos itinerários. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) deve ajustar o formato do exame até 2028.
O novo Ensino Médio estabelece 3.000 horas de estudo ao longo dos três anos, sendo 2.400 dedicadas à formação geral e 600 aos itinerários formativos. O objetivo, segundo o MEC, é oferecer um ensino mais moderno, conectado com os interesses dos jovens e as demandas do mundo do trabalho.
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Fonte:Diário do Nordeste
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