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Ceará confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e autoridades monitoram situação

Por Central FM 104,93 min de leitura
Ceará confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e autoridades monitoram situação

O Ceará registrou o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026. A informação consta no painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, atualizado na última terça-feira (9). O diagnóstico foi contabilizado no mês de fevereiro. O estado também possui dois registros classificados como casos prováveis da doença.

Os dados fazem parte do monitoramento da região Nordeste, que soma três casos confirmados e dois prováveis de Mpox neste ano. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença na região, enquanto 67 notificações seguem como casos suspeitos em investigação.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o paciente confirmado no Ceará é um homem branco, de 37 anos, heterossexual, que relatou manter relações sexuais com mulheres. O painel epidemiológico também aponta que ele possui ensino médio completo. A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) foi procurada para comentar o caso e detalhar as medidas de acompanhamento, mas até o momento não divulgou novas informações.

Em todo o Brasil, o país já contabiliza 140 casos confirmados e nove casos prováveis de Mpox em 2026. Além disso, 539 notificações seguem como suspeitas e estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde. Segundo o painel epidemiológico nacional, não houve registro de mortes pela doença neste ano.

A maior parte dos diagnósticos confirmados ocorreu nos primeiros meses do ano. O levantamento aponta 68 casos registrados em janeiro e 70 em fevereiro. Em março, até o momento, foram contabilizados 11 casos confirmados.

Entre as cidades com maior número de registros, São Paulo lidera com 93 casos confirmados. Em seguida aparecem Rio de Janeiro com 18 casos, Minas Gerais com 11, Rio Grande do Norte também com 11, Piauí com 2 e, com um caso cada, os estados do Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Pará e Santa Catarina.

A Mpox é transmitida principalmente por meio do contato direto entre pessoas, especialmente através da pele, secreções corporais ou contato próximo e prolongado com gotículas respiratórias. A infecção também pode ocorrer ao tocar lesões na pele de uma pessoa contaminada ou ter contato com fluidos corporais, como pus ou sangue presentes nas lesões.

O diagnóstico da doença é feito por meio de exames laboratoriais, geralmente com teste molecular ou sequenciamento genético. A coleta da amostra é realizada preferencialmente a partir da secreção das lesões na pele. Quando as lesões já estão secas, os profissionais de saúde utilizam crostas para análise. As amostras são encaminhadas para laboratórios de referência no Brasil.

Dados do recorte regional indicam que a idade média dos casos registrados no Nordeste é de 31 anos, com mediana de 37 anos considerando também os casos suspeitos. Em relação ao sexo, 60% dos registros são de homens e 40% de mulheres.

No perfil por identidade de gênero, 60% correspondem a homens cisgênero, 20% a mulheres cisgênero e 20% não tiveram a informação registrada. Já na distribuição por faixa etária, dois casos foram registrados entre pessoas de 40 a 49 anos, um entre 30 e 39 anos, um entre 18 e 29 anos e um na faixa de 10 a 14 anos.

Quanto à orientação sexual, 40% dos casos registrados são de pessoas heterossexuais, 40% homossexuais e 20% não tiveram a informação informada ou não se aplica.

As informações fazem parte do sistema nacional de vigilância da Mpox e são atualizadas constantemente conforme novas notificações são investigadas e confirmadas pelas autoridades de saúde.

Fonte:DN

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