Um projeto desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) já garantiu o retorno de 24.879 crianças e adolescentes às salas de aula no Ceará entre 2017 e 2025. Apesar do avanço, ainda há 37.213 jovens fora da escola no estado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) de 2024.
A Busca Ativa Escolar (BAE) é uma estratégia intersetorial que envolve educação, saúde e assistência social para identificar e reinserir estudantes que abandonaram os estudos ou nunca tiveram acesso à escola. Os principais motivos para a evasão no Ceará incluem desinteresse pelos estudos, mudança de domicílio, trabalho infantil, gravidez na adolescência e violência.
Desigualdades reforçam exclusão
A análise revela que a exclusão escolar atinge principalmente crianças e adolescentes pobres, negros e periféricos:
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74% dos que estão fora da escola são pretos, pardos ou indígenas.
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54% pertencem às famílias mais pobres do estado.
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Meninos são a maioria (cerca de 60%), muitas vezes afastados por trabalho precoce ou falta de vínculo com a aprendizagem.
Falta de vagas em creches
Embora a matrícula em creches não seja obrigatória para crianças de 0 a 3 anos, o acesso ainda é limitado: 280.849 cearenses dessa faixa etária estão fora das creches, sendo a maioria (54%) de famílias de baixa renda. Em Fortaleza, cerca de 10 mil crianças aguardam vaga.
Novas unidades em construção
A prefeitura de Fortaleza anunciou a inauguração de 22 novos Centros de Educação Infantil (CEI) nos próximos meses, sendo três já em agosto, com 355 vagas nos bairros Jangurussu, Parangaba e Conjunto Ceará. Além disso, o governo federal selecionou 121 municípios cearenses para receberem creches e ônibus escolares pelo Novo PAC Educação.
Impacto da Busca Ativa
Segundo avaliação do Unicef e da Undime:
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70,8% dos municípios participantes afirmam que a estratégia ajuda a identificar vulnerabilidades.
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68,5% relatam mais agilidade no combate à evasão.
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58,1% avançaram na detecção de casos de violência.
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Fonte: DN
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