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Celso Amorim: BRICS lidera caminho para nova ordem global mais justa

Por Central FM 104,92 min de leitura
Celso Amorim: BRICS lidera caminho para nova ordem global mais justa

O diplomata Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, defendeu nesta quinta-feira (31), em artigo publicado na Folha de S.Paulo, que o BRICS representa a nova face do multilateralismo no século XXI. Segundo Amorim, aos 83 anos e com mais de seis décadas de experiência diplomática, o bloco é hoje a principal plataforma para construção de um sistema global mais justo e sustentável.

“Hoje, sua missão é canalizar esse impulso para construir um mundo que seja justo e sustentável, onde o multilateralismo prevaleça. Não precisamos de nada menos que isso”, escreveu Amorim, ao reforçar o caráter reformista do BRICS diante da desagregação da ordem mundial tradicional.

Crise do multilateralismo e surgimento do BRICS

Amorim revisita marcos históricos como a Crise dos Mísseis de Cuba, a Guerra do Vietnã e a Guerra dos Seis Dias. Na época, mesmo diante das tensões, existia, segundo ele, um senso de racionalidade entre as potências. Hoje, afirma, o cenário global é mais instável, com guerras motivadas por disputas territoriais e ideológicas que lembram os conflitos pré-Primeira Guerra Mundial.

Ele critica a criação do G7, em 1975, como exemplo do fracasso da governança global: “Embora a Carta da ONU tenha estabelecido o Conselho Econômico e Social para tratar de questões econômicas globais, as maiores economias do mundo nunca lhe deram a devida atenção.”

A crise financeira de 2008 impulsionou o surgimento de novos paradigmas. Foi nesse contexto que o BRICS — originalmente apenas um acrônimo de mercado — se transformou em um fórum político de peso. Com a entrada da África do Sul em 2011, o grupo passou a adotar uma agenda propositiva, inclusive com resultados práticos como a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).

Inclusão e desenvolvimento

O artigo enfatiza que o BRICS não se limita a criticar a ordem global, mas propõe soluções concretas. O NBD, por exemplo, oferece financiamento a projetos de infraestrutura e sustentabilidade sem as condicionalidades comuns ao FMI e ao Banco Mundial.

Durante a 17ª Cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro, o grupo avançou em pautas como o uso de moedas locais, investimentos, inteligência artificial, meio ambiente e saúde. Para Amorim, o bloco oferece o que a antiga ordem não consegue: “inclusão em vez de exclusão, reforma em vez de estagnação”.

Novo papel para o Brasil

Ao final do artigo, o diplomata destaca que o fortalecimento do BRICS se alinha à política externa do governo Lula, que busca reposicionar o Brasil no cenário global como defensor de uma governança internacional mais democrática e inclusiva.

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Via: Folha de S.Paulo

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