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China reage a tarifas americanas e propõe estreitar laços com o Brasil

Por Central FM 104,92 min de leitura
China reage a tarifas americanas e propõe estreitar laços com o Brasil

Diante da iminente sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, a China manifestou disposição para ampliar sua cooperação comercial com o Brasil e os demais países do Brics. O apoio foi declarado nesta segunda-feira (28) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, que reiterou o compromisso de Pequim com a defesa do comércio multilateral baseado nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A tarifa, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, poderá afetar seriamente setores estratégicos das exportações brasileiras, como o da aviação. Quando questionado sobre a possibilidade de o mercado chinês absorver parte da produção brasileira atualmente destinada aos EUA — incluindo os aviões da Embraer —, Jiakun ressaltou que a China valoriza sua parceria com o Brasil e está aberta ao fortalecimento da cooperação nesses segmentos, dentro das regras de mercado.

Durante entrevista coletiva, o porta-voz também comentou as negociações em curso entre China e Estados Unidos, realizadas atualmente em Estocolmo. Ele defendeu que qualquer acordo deve se basear em “igualdade, respeito e reciprocidade”, sem confirmar se Pequim estaria abrindo mão de medidas de controle de exportações em meio a uma possível aproximação com Washington.

Guo Jiakun evitou comparações com o acordo já firmado entre os EUA e a União Europeia, que foi alvo de críticas no bloco europeu. O porta-voz frisou que a China preza por soluções justas e equilibradas nas relações internacionais.

Internamente, o Brasil intensifica esforços diplomáticos para evitar a aplicação da tarifa. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Nova York para compromissos na ONU, mas sinalizou que pode se dirigir a Washington caso surja abertura para diálogo com o governo norte-americano. Segundo o Itamaraty, até o momento não houve resposta formal da Casa Branca.

Além disso, uma delegação de oito senadores brasileiros viajou aos Estados Unidos para abrir canais de diálogo com autoridades e empresários. Nesta segunda-feira (28), eles se reuniram com diplomatas brasileiros e representantes da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) declarou à imprensa que o cenário é preocupante. “Não se tem canal de diálogo. Estamos na expectativa de retomar conversas antes que essa sobretarifa entre em vigor, o que seria muito prejudicial para toda a economia brasileira”, disse. Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE) destacou a instabilidade do governo Trump: “Mesmo com aliados históricos, a relação tem sido difícil. Com o Brasil, não será diferente. Precisamos de paciência e firmeza”.

A movimentação diplomática deve se intensificar nos próximos dias, com foco na tentativa de barrar uma medida que pode impactar negativamente diversos setores da economia brasileira.

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Fonte: DCM

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