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Congresso se posiciona contra tarifa de 50% de Trump e promete defender economia brasileira

Por Central FM 104,93 min de leitura
Congresso se posiciona contra tarifa de 50% de Trump e promete defender economia brasileira

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgaram nesta quinta-feira (10) uma nota conjunta em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida, anunciada por Trump em sua rede social, é a mais alta entre as novas taxas divulgadas pelo governo americano e foi justificada, em parte, pela acusação de que o Brasil conduz uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Trump.

No comunicado, Alcolumbre e Motta defenderam o diálogo diplomático e comercial como resposta inicial, mas destacaram que o Congresso Nacional está mobilizado para proteger a economia brasileira, os empregos e a soberania do país. "A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial", afirmaram os parlamentares. Eles reforçaram que a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em abril, é um instrumento essencial para reagir a medidas unilaterais como a anunciada por Trump. "Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania", declararam.

A tarifa de 50% representa uma escalada significativa em relação à alíquota de 10% aplicada desde abril, quando Trump anunciou as chamadas "tarifas recíprocas" para diversos países. O Brasil, que mantém um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com os EUA, segundo dados do Escritório do Representante Comercial dos EUA, pode sofrer impactos em setores como café, suco de laranja, etanol, aço e aviação, que são estratégicos para as exportações brasileiras. A medida também gerou uma queda de mais de 2% no valor do real frente ao dólar, além de perdas no mercado de ações para empresas como Embraer e Petrobras.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não recebeu comunicado oficial sobre a tarifa, mas já sinaliza uma resposta firme. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que Lula está decidido a aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, caso a medida entre em vigor. "O presidente avalia que o gesto tem caráter político", disse Palmeira, destacando que Lula não pretende entrar em contato direto com Trump. O governo planeja consultar os setores exportadores ao longo de julho para discutir estratégias de negociação e minimizar prejuízos.

Alcolumbre e Motta reforçaram que o Congresso acompanhará de perto os desdobramentos e atuará em conjunto com o Executivo para mitigar os impactos econômicos. "Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros", concluíram.

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Fonte:  G1

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