QUIXADÁ, CEARÁ – O Açude Cedro, um dos mais importantes marcos históricos e hídricos do Ceará, localizado em Quixadá, ficará sem segurança a partir de julho. Oito vigilantes que atuam no local serão demitidos até o dia 7 de julho, uma consequência direta de um corte orçamentário de R$ 150 milhões imposto pelo Governo Federal ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
A medida afeta não apenas o Açude Cedro, mas também cerca de 70 vigilantes em todo o Ceará, responsáveis pela segurança do patrimônio de açudes estaduais. Apesar de três reuniões realizadas entre o sindicato da categoria e o Dnocs, a decisão se mostra irreversível. O corte de verbas forçou o Dnocs a demitir funcionários em sua sede em Fortaleza e a descontinuar contratos de serviços, incluindo o da empresa que empregava os vigilantes.
Patrimônio Histórico em Risco
Construído entre o final do século XIX e o início do século XX para combater a seca no Nordeste, o Açude Cedro é um monumento de valor inestimável. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1984, e integrado à lista indicativa da UNESCO de Patrimônio Mundial desde 2014, o açude possui características únicas, como um guarda-corpo trabalhado em ferro e pilares em cantaria, produzidos por uma empresa escocesa em 1906.
Com a saída da equipe de segurança, o Açude Cedro, um símbolo da engenharia e da luta contra a seca, ficará sem nenhuma vigilância. Essa ausência de proteção compromete severamente seu valor histórico e turístico, deixando um patrimônio de grande relevância exposto a riscos.
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