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CPI do INSS pede prisão de 21 suspeitos em fraudes bilionárias

Por Central FM 104,92 min de leitura
CPI do INSS pede prisão de 21 suspeitos em fraudes bilionárias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS começou a detalhar a origem das fraudes que atingiram milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil. Nesta segunda-feira (1º), o advogado Eli Cohen prestou depoimento e revelou como teve contato com o escândalo que envolve associações de aposentados.

Durante a sessão, a CPI aprovou o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido de prisão preventiva de 21 pessoas suspeitas de envolvimento direto ou indireto com o esquema. Entre os citados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Origem das fraudes

Segundo Cohen, a descoberta ocorreu em dezembro de 2022, quando dois aposentados ligados a associações suspeitas o procuraram após receberem oficiais de Justiça em suas residências. Entre eles estavam Maria Aparecida Vieira, ex-diretora da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), e o policial cadeirante Luís Carlos dos Santos.

Em menos de dez minutos de análise, Cohen afirmou ter identificado que se tratava de um esquema bilionário. Em três meses, já reunia provas de autoria e materialidade. Para ele, trata-se de “um esquema criminoso empresarial”.

Receita milionária

As informações revelam o crescimento exponencial da Ambec. Em 2021, a arrecadação somava apenas R$ 135 mil. Em 2022, o valor subiu para R$ 14,9 milhões; em 2023, alcançou R$ 91 milhões; e, em 2024, saltou para R$ 231,3 milhões.

No período entre 2019 e 2024, o faturamento total chegou a R$ 178 milhões, o que, segundo os investigadores, evidencia a transformação da entidade em uma verdadeira máquina de arrecadação.

Cohen citou como nomes centrais do esquema Antônio Carlos Camilo Antunes, que atuava como lobista junto ao INSS, e o empresário Maurício Camisotti, com ligações diretas à Ambec. Ambos teriam mantido relações com ex-presidentes da associação, articulando repasses e convênios irregulares.

O depoimento é considerado crucial para a CPI, que pretende aprofundar as investigações sobre possíveis conexões políticas e empresariais, além de apurar a cooptação de servidores do próprio INSS.

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Fonte:CearáAgora

E você, acredita que as prisões aprovadas pela CPI vão de fato desarticular o esquema ou novos nomes ainda podem surgir ao longo da investigação?

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