A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS avança nas investigações sobre o maior escândalo da história da previdência social e intensifica a pressão com a sugestão encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a decretação da prisão preventiva de investigados.
Segundo parlamentares, a medida pode abrir caminho para delações premiadas que revelem os trajetos de parte dos R$ 6,3 bilhões desviados de aposentados e pensionistas por meio de entidades associativas.
O repórter Carlos Silva destacou, no Jornal Alerta Geral, que se o STF acatar os pedidos, a CPMI dará um passo decisivo para mapear os canais financeiros que drenaram recursos da previdência em favor de sindicatos e associações, transformando contribuições compulsórias em fonte de enriquecimento ilícito.
Outro avanço importante aprovado pela comissão foi o rastreamento das visitas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, aos gabinetes de deputados federais e senadores. Considerado lobista, Antunes será investigado por sua circulação no Congresso: no Senado, desde 2011, e na Câmara dos Deputados, desde 2015.
O acesso às agendas e às imagens de câmeras de segurança deve permitir identificar com quem Antunes mantinha relações políticas e institucionais, o que pode revelar conexões ainda ocultas.
Para os parlamentares, o conjunto dessas medidas pode conduzir às provas definitivas de como funcionava a engrenagem que drenou bilhões dos cofres públicos, prejudicando milhões de segurados do INSS.
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Fonte:CearáAgora
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