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CRIANÇA NÃO MENTE, "Quero pelo menos uma carninha": Cobrança de aluna leva prefeito a investigar merenda escolar

Por Central FM 104,92 min de leitura
CRIANÇA NÃO MENTE, "Quero pelo menos uma carninha": Cobrança de aluna leva prefeito a investigar merenda escolar

A sinceridade de uma criança de 9 anos colocou em xeque a qualidade da merenda escolar em Juazeiro do Norte. O vídeo da estudante Maria de Fátima Pinheiro Melo, que durante uma audiência pública pediu "pelo menos uma carninha" nas refeições da escola, viralizou e chegou ao prefeito Glêdson Bezerra (Podemos). A repercussão foi tamanha que o gestor decidiu agir: fez uma inspeção ao vivo no depósito central de alimentos e anunciou a abertura de um procedimento administrativo para apurar falhas no fornecimento de carne.

Em transmissão pelas redes sociais, Glêdson mostrou os estoques do município, exibindo itens como arroz, feijão, cuscuz, leite e a "famosa soja". Ao chegar à câmara fria, onde são armazenadas as carnes, usou até sua altura (1,90m) para destacar a quantidade de alimentos. "Isso aqui é só o que está guardado no depósito central da merenda escolar", afirmou.

Falta de carne e solução emergencial
O prefeito explicou que, embora a Prefeitura tenha solicitado 17 mil quilos de carne vermelha, apenas mil quilos foram entregues inicialmente. Um segundo lote, com mais oito mil quilos, também não foi suficiente para atender às 34 mil crianças da rede municipal. Por isso, a administração abriu um processo contra a empresa responsável pela distribuição.

Como solução temporária, Glêdson anunciou que está negociando com produtores da Agricultura Familiar para fornecer carne vermelha e filé de peixe. "Vamos resolver isso o mais rápido possível", garantiu.

Cardápio inclusivo e fiscalização popular
Uma nutricionista da rede municipal participou da live e explicou que o cardápio escolar inclui itens como azeite e alimentos sem lactose ou glúten para atender crianças com restrições alimentares. O prefeito também destacou que frutas, legumes e ovos são entregues diretamente nas escolas e que os estoques estavam sendo reabastecidos naquela semana.

Mas nem todos acreditaram nas explicações. Nos comentários, moradores cobraram maior fiscalização dentro das unidades de ensino. "Monte a fiscalização nas escolas para saber se realmente está chegando esse material lá", escreveu um internauta. Outro questionou: "Infelizmente não funciona assim, porque os administradores dos colégios não fazem o correto".

Diante das críticas, Glêdson encerrou a transmissão pedindo ajuda da população. "Peço o engajamento de todos para que possamos fiscalizar a correta distribuição dos insumos que a Prefeitura adquire", afirmou.

E você, acha que a fiscalização popular pode ajudar a melhorar a merenda escolar? Deixe sua opinião nos comentários!

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Via Diário do Nordeste
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