A defesa do general Walter Braga Netto, réu no processo sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os interrogatórios dos acusados não sejam transmitidos ao vivo pela TV Justiça. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (6).
No documento, os advogados argumentam que a transmissão das audiências promove uma "espetacularização" do caso, sem contribuir para a transparência do processo. Eles afirmam que a medida poderia prejudicar o andamento dos trabalhos e servir apenas para aumentar a exposição midiática do julgamento.
A defesa citou como exemplo as oitivas de testemunhas, que, mesmo sem transmissão ao vivo, foram amplamente divulgadas pela imprensa. "Não se mostra uma medida necessária para garantir a publicidade do feito, ao mesmo tempo em que traz prejuízo ao andamento do ato", diz a petição.
Os interrogatórios estão marcados para ocorrer entre os dias 9 e 13 de junho na Primeira Turma do STF. Todos os réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, devem comparecer presencialmente, com exceção de Braga Netto, que por estar preso no Rio de Janeiro, deporá por videoconferência.
Entre os acusados estão ainda o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. O caso investiga as ações para manter Bolsonaro no poder após sua derrota eleitoral em 2022.
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Fonte: DCM
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