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Desembargador do TRF-2 é preso em nova fase da operação Unha e Carne

Por Central FM 104,92 min de leitura
Desembargador do TRF-2 é preso em nova fase da operação Unha e Carne

O desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, integrante do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi preso nesta terça-feira (16) pela Polícia Federal durante a segunda fase da operação Unha e Carne. A informação foi divulgada pelo portal G1. A investigação apura o vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, deflagrada em setembro deste ano.

Macário Júdice Neto foi detido em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, ele foi o magistrado responsável por expedir, em setembro, o mandado de prisão do então deputado TH Joias no âmbito da Operação Zargun.

Nesta nova fase da operação, a Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorreram em endereços no Rio de Janeiro e também no Espírito Santo.

A Operação Zargun tem como objetivo desarticular uma organização criminosa ligada à cúpula de uma das maiores facções do país. O grupo é investigado por envolvimento com tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro.

Além da prisão do desembargador, a segunda fase da Operação Unha e Carne teve como alvo o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Ele já havia sido preso na primeira fase da operação, mas acabou sendo solto após decisão do plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Nesta etapa, Bacellar voltou a ser alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal.

Segundo a PF, a investigação apura a atuação de agentes públicos no vazamento de informações confidenciais, o que teria contribuído para a obstrução das investigações conduzidas no âmbito da Operação Zargun.

A ação da Polícia Federal também está relacionada ao cumprimento de determinações do STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. A decisão atribuiu à Polícia Federal a responsabilidade por conduzir investigações envolvendo a atuação de grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos.


Fonte:Diário do Nordeste

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