São Paulo foi palco de mais uma manifestação bolsonarista neste domingo (29), na Avenida Paulista, onde o pastor Silas Malafaia, aliado de Jair Bolsonaro (PL), protagonizou um discurso inflamado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e setores da própria direita. O evento, que teve como lema “Justiça Já”, reuniu cerca de 12,4 mil pessoas, segundo estimativas do Monitor do Debate Político da USP, número bem inferior aos 44,9 mil registrados em ato semelhante em abril deste ano.
No trio elétrico, Malafaia classificou Moraes como “ditador” e criticou sua condução no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, envolvendo Bolsonaro. O pastor questionou a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, chamando-a de “fajuta” e alegando que ela sustenta acusações infundadas. “Por tudo o que Alexandre de Moraes tem feito, rasgando a Constituição, prendendo gente por opinião, ele deveria tomar impeachment e ir para a cadeia”, atirou Malafaia.
As críticas mais contidas, no entanto, foram direcionadas à própria base aliada da direita. Frustrado com a falta de ação do Senado contra Moraes, Malafaia não poupou palavras: "Sabe por que ele não toma impeachment? Porque temos uma prostituta de direita, vagabunda, que se vende. Uma grande parte dela é um bando de vagabundos vendilhões." Apesar disso, ele destacou que existe uma “direita séria e verdadeira”, mas cobrou a união para as eleições de 2026.
O ato, financiado e organizado por Malafaia, contornou com a presença de Bolsonaro, que chegou a São Paulo no sábado (28) e foi hospedado no Palácio dos Bandeirantes. Quatro governadores serviram no evento: Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Cláudio Castro (RJ), além de deputados e senadores bolsonaristas. Manifestantes exibiram bandeiras do Brasil, Estados Unidos e Israel, além de cartazes contra Moraes, a quem parte do público chamou de “assassino” durante o discurso do pastor.
Bolsonaro, que enfrentou julgamento no STF por suposta tentativa de golpe, defendeu-se das acusações e lamentou a derrota nas eleições de 2022, repetindo denúncias de fraude sem provas. Ele também usou o slogan “Make Brazil Great Again”, inspirado em Donald Trump, e pediu apoio para eleger 50% do Congresso em 2026, mudando “mudar o destino do Brasil”.
A baixa adesão, comparada aos atos anteriores, foi minimizada por Malafaia, que focou na crítica ao STF e na defesa de Bolsonaro, réu no Supremo e inelegível até 2030. O pastor também apresentou a morte de Cleriston da Cunha, preso na Papuda em 2023, atribuindo responsabilidade a Moraes.
A manifestação, a sétima desde que Bolsonaro deixou a Presidência, reflete a tensão crescente entre seus apoiadores e o Judiciário, mas expõe divisões internas no campo conservador, agravadas pelas declarações de Malafaia contra setores da direita.
Siga a Rádio Central Quixadá para mais informações:
@radiocentralquixada
www.centralfmquixada.com.br
Fonte: DCM
#O que você acha das declarações de Malafaia contra a direita e o STF? Deixe sua opinião nos comentários!
#Bolsonaro #AvenidaPaulista #SilasMalafaia #STF #JustiçaJá
