A Polícia Federal teria relatado ao Supremo Tribunal Federal preocupação com um possível risco de fuga de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi encaminhada ao tribunal por meio de um documento sigiloso ainda no ano passado.
De acordo com apuração divulgada pela CNN Brasil, após o envio do documento, houve a solicitação de quebra de sigilo fiscal do empresário, conhecido como Lulinha.
No curso das investigações, a defesa do empresário confirmou ao STF que uma viagem a Portugal foi custeada pelo empresário Antônio Camilo Antunes, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias. Apesar disso, a defesa nega qualquer tipo de relação comercial ou recebimento de valores.
Segundo a versão apresentada, Lulinha teria sido apresentado ao empresário por meio da amiga Roberta Luchsinger, em 2024, sendo descrito como um investidor do setor farmacêutico. O filho do presidente afirma que não tinha conhecimento, à época, de possíveis irregularidades envolvendo o investigado.
Ainda conforme a petição, o interesse em uma eventual parceria surgiu a partir de um projeto relacionado à produção de canabidiol medicinal, motivado por questões pessoais de saúde na família.
Documentos analisados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS apontam que o empresário movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em um período de quatro anos. Entre os registros, constam transferências realizadas pelo próprio presidente Lula, que somam mais de R$ 721 mil. A defesa sustenta que não houve qualquer irregularidade nas movimentações.
Diante da repercussão do caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria orientado o filho a prestar esclarecimentos, com o objetivo de evitar impactos negativos à imagem do governo federal, especialmente em um contexto pré-eleitoral.
Segundo relatos, Lula teria afirmado que, caso seja inocente, Lulinha deve se defender publicamente e, posteriormente, buscar a reparação de sua honra.
Fonte:infomoney
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