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Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são acusados de pressionar ministros do Supremo

Por Central FM 104,92 min de leitura
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são acusados de pressionar ministros do Supremo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o empresário e blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo. A denúncia foi apresentada no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que investiga a atuação de ambos nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras.

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo e Figueiredo teriam articulado medidas de retaliação junto ao governo norte-americano com o objetivo de intimidar ministros do STF e influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em uma trama golpista.

“Todo o percurso estratégico relatado confirma o dolo específico de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo de instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido”, afirmou Gonet.

Segundo a denúncia, os dois chegaram a se apresentar em entrevistas e redes sociais como articuladores de sanções contra o Brasil, cobrando como contrapartida a não condenação de Jair Bolsonaro no processo penal.

Contexto

Embora investigado pela Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi denunciado neste caso, mas cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica em função de outras acusações. No início deste mês, ele foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros.

Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar, João Batista Figueiredo, vive nos Estados Unidos e possui visto permanente. Já Eduardo Bolsonaro pediu licença da Câmara dos Deputados em março e viajou ao exterior, alegando perseguição política, mas não retornou às atividades após o fim do período de afastamento.

Defesa

Em nota conjunta, Eduardo e Figueiredo desqualificaram a denúncia da PGR e disseram que vão continuar atuando com parceiros internacionais para pressionar autoridades brasileiras. “Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco. O único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmaram.

Se a denúncia for aceita pelo STF, o deputado e o empresário passarão à condição de réus, em processo que será relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
E você, acredita que a denúncia da PGR é um passo necessário para responsabilizar os envolvidos ou apenas mais um capítulo de embate político?

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Fonte:AgênciaBrasil

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