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Eduardo Bolsonaro mantém defesa de aliança com Ciro e diz que estratégia buscava vaga no Senado

Por Central FM 104,92 min de leitura
Eduardo Bolsonaro mantém defesa de aliança com Ciro e diz que estratégia buscava vaga no Senado

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos principais herdeiros políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que não considera encerrado o debate sobre a articulação feita pelo PL no Ceará com o ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB). A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, após a reunião que suspendeu oficialmente a aliança.

Segundo Eduardo, o movimento articulado no Ceará não representava uma ruptura interna, mas sim uma “estratégia política” para fortalecer o PL em um estado que ele classifica como “dominado pela esquerda”. O deputado destacou que o partido não possui nenhum prefeito eleito no território cearense.

De acordo com Eduardo Bolsonaro, o acordo previa que, em troca do apoio do PL a uma candidatura de Ciro ao Governo do Ceará — inclusive com tempo de TV —, o PSDB retribuiria apoiando uma candidatura do PL ao Senado em 2026, ano em que duas vagas estarão em disputa. Para ele, essa articulação poderia garantir ao partido “uma chance real” de conquistar um assento na Casa Legislativa.

No vídeo, ele também saiu em defesa do deputado André Fernandes, presidente estadual do PL e responsável pela articulação com Ciro. Eduardo garantiu que Fernandes “não fez nada pelas costas” e que havia solicitado “sinal verde” para avançar no acordo. Sem citar diretamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que criticou publicamente a aliança e desencadeou uma crise interna, o parlamentar afirmou que a divergência exposta publicamente foi “humilhante” para Fernandes.

Eduardo argumentou que, se o debate tivesse ocorrido internamente, seria possível construir uma posição conjunta: “Se tivesse sido tratado de maneira reservada, o André poderia explicar tudo. E aí faríamos um anúncio público e uníssono”. Para ele, a exposição do conflito prejudicou a imagem do partido.

O parlamentar rejeitou ainda a ideia de que houve vencedores ou derrotados dentro do PL. Segundo ele, o episódio deve servir como aprendizado e alerta para situações futuras: “Só comete erro quem trabalha. E mais casos como esse vão se repetir. Espero que não sejam tratados publicamente”.

Mesmo com a suspensão oficial da aliança, o recado deixado por Eduardo Bolsonaro é que a tese da articulação com Ciro Gomes permanece viva nos bastidores como estratégia para ampliar o espaço do PL no Ceará e tornar o partido mais competitivo na disputa pelo Senado em 2026.

fonte:CearáAgora

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