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Enel ultrapassa R$ 600 milhões em multas e enfrenta nova onda de críticas no Ceará, SP e RJ

Por Central FM 104,92 min de leitura
Enel ultrapassa R$ 600 milhões em multas e enfrenta nova onda de críticas no Ceará, SP e RJ

A Enel enfrenta um dos períodos mais críticos desde que assumiu a distribuição de energia em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa já acumula R$ 606,2 milhões em multas aplicadas nos últimos cinco anos, reflexo de falhas recorrentes na manutenção da rede elétrica, problemas no atendimento ao consumidor e falta de qualidade na prestação de serviços.

As penalidades voltaram ao centro do debate nacional após mais de um milhão de imóveis ficarem sem energia na Grande São Paulo. O apagão ocorreu na quarta-feira (10), quando a região foi atingida por um ciclone, expondo novamente a fragilidade da rede e a incapacidade da concessionária de atuar com agilidade em situações críticas.

O levantamento da Aneel aponta divergências entre os três estados atendidos pela empresa. Apesar de São Paulo representar o maior valor financeiro das penalidades, com R$ 374 milhões (61% do total), é o Ceará que registra o maior número de infrações: 11 no Ceará, cinco em São Paulo e três no Rio de Janeiro. O desempenho da Enel Ceará continua sendo alvo de queixas constantes dos consumidores e dos órgãos de defesa do consumidor.

Em São Paulo, a empresa também foi alvo da maior multa da história do setor elétrico: R$ 165,8 milhões, aplicada devido ao apagão de novembro de 2023. Além disso, uma nova multa de R$ 83,7 milhões foi aplicada em 2024 e ainda aguarda análise de recurso.

Apesar do montante expressivo, apenas 10 das 18 multas aplicadas foram pagas, somando R$ 119,7 milhões. A Enel contesta na Justiça outros três processos, equivalentes a R$ 315 milhões — dois referentes a São Paulo e um ao Rio de Janeiro.

A empresa também responde a processos movidos por órgãos de defesa do consumidor. No Ceará, é campeã de reclamações, enquanto judicializa grande parte das multas aplicadas pela Aneel. Em São Paulo, ainda enfrenta uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU), que cobra R$ 260 milhões em reparações coletivas por danos causados pelo apagão de outubro de 2024.

O acúmulo de penalidades, os processos judiciais, os episódios de apagão e o aumento das queixas dos consumidores reforçam o cenário de desgaste e levantam debates sobre a capacidade da Enel de seguir operando com eficiência e respeito aos usuários em SP, RJ e CE.


Fonte:CearáAgora


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