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Entidades da Farra do INSS usaram fotos de RG para fraudar aposentados

Por Central FM 104,92 min de leitura
Entidades da Farra do INSS usaram fotos de RG para fraudar aposentados

Entidades envolvidas na chamada “Farra do INSS” chegaram a utilizar cópias xerocadas e manipuladas de fotos de RG no lugar das selfies obrigatórias para validar a adesão de aposentados a descontos associativos, segundo documentos obtidos pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A fraude foi identificada em milhares de páginas apresentadas nos processos de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS. O material inclui fichas de filiação e contratos feitos com empresas de biometria ligadas aos investigados no esquema bilionário. As imagens eram inseridas no espaço reservado para selfies, burlando as exigências de biometria facial e digital.

A validação biométrica passou a ser obrigatória em 2024, após denúncias do portal Metrópoles revelarem os descontos indevidos. No entanto, empresas como Soluções Power BI Software Tecnologia e Internet, Confia Tecnologia da Informação e Dataqualify Desenvolvimento criaram plataformas para simular a legalidade das fichas. Juntas, essas empresas foram contratadas por entidades que arrecadaram R$ 2,2 bilhões com os descontos, desarticulados somente após a Operação Sem Desconto da Polícia Federal, em abril deste ano.

Entre os casos, estão fichas da Cenap.Asa com fotos antigas ou coloridas artificialmente. Algumas eram cópias em preto e branco de RGs. A Cenap.Asa foi descredenciada pelo INSS e hoje responde a processos judiciais e à CGU.

A Power BI, do empresário Igor Dias Delecrode, foi contratada por oito entidades que arrecadaram R$ 1,4 bilhão. Delecrode também atuava como dirigente de três associações investigadas: Amar Brasil, Master Prev e Aasap. Por trás dessas organizações estão empresários ligados ao mercado de crédito consignado, como Américo Monte, Anderson Cordeiro e Felipe Gomes Macedo — este último doou R$ 60 mil à campanha do ex-ministro da Previdência, Onyx Lorenzoni.

Em alguns processos, assinaturas digitais foram desconsideradas porque a geolocalização indicava locais distantes da residência dos aposentados. Uma entidade chegou a contratar a empresa do próprio presidente para validar as assinaturas — a AASPA, que faturou R$ 6 milhões. Seu presidente, Anderson Ladeira, também é dono da Dataqualify, responsável pelas fichas consideradas inválidas pela Justiça.

Além dessas empresas, a CGU também investiga fichas produzidas pela Confia, contratada pelo Sindnapi, sindicato ligado a Frei Chico, irmão do presidente Lula, e pela Anapps, que faturou R$ 127 milhões.

O Metrópoles tentou contato com todas as empresas e entidades citadas, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.
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📌 Fonte:Metrópoles

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