O relator do Projeto de Lei da Dosimetria, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou nesta segunda-feira (8/12) ao portal Metrópoles que seu texto não contempla, em nenhuma hipótese, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração frustra articulações internas no Partido Liberal, que condicionavam a retirada da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à possibilidade de o pai voltar a disputar a Presidência da República em 2026.
“Anistia para Bolsonaro está fora de questão”, reforçou Paulinho da Força, acrescentando que o texto, embora reduza a pena do ex-presidente, não o libera para concorrer. Segundo o deputado, a proposta diminui a condenação de Bolsonaro — hoje em 27 anos e 3 meses — para 2 anos e 4 meses. “Meu texto contempla o Bolsonaro, só não resolve o problema dele. Quer benefício maior que esse?”, afirmou.
No último domingo, Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista à Record que o “preço” para sua desistência da pré-candidatura é a liberdade do pai. O senador declarou que a exigência seria uma questão de “justiça”, alegando que cerca de 60 milhões de brasileiros estariam “sequestrados”, junto com o ex-presidente.
Flávio disse ainda que só abre mão da candidatura se Bolsonaro estiver “livre, nas urnas, caminhando com seus netos pelas ruas do Brasil”. A fala reforçou o embate interno no PL, que recentemente aprovou urgência ao projeto de anistia para participantes de manifestações desde 30 de outubro de 2022, o que contempla parte dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. O placar foi de 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções.
Mesmo com o avanço da proposta na Câmara, Paulinho da Força avalia que o texto não deve prosperar no Senado. Nos bastidores, lideranças apontam que a Casa Alta tem resistência à aprovação de qualquer medida que abra brecha para anistia de condenados por tentativa de golpe.
A movimentação do PL ganhou novo contorno após Bolsonaro, preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília, sinalizar que deseja Flávio como candidato em 2026 — a primeira vez que faz isso de forma clara, segundo aliados. A decisão surpreendeu caciques que apostavam em um nome considerado mais competitivo nacionalmente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Do lado do governo Lula, a indicação de Flávio foi bem recebida, sob avaliação de que mantém o confronto político concentrado no campo bolsonarista.
Uma pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (6/12) mostra que Flávio Bolsonaro perderia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventual segundo turno. O levantamento aponta Lula com 51% das intenções de voto, contra 36% do senador.
fonte:metrópoles
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