Um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) mostra que o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o Pix, está sob observação das autoridades norte-americanas desde 2022. O documento, divulgado nesta quinta-feira (16), menciona preocupações com o papel do Banco Central (BC) como regulador e operador do sistema, que poderia afetar a concorrência no mercado financeiro.
O Pix, lançado em novembro de 2020, revolucionou as transações no Brasil com sua agilidade e gratuidade. No entanto, o USTR aponta que sua popularização pode representar uma "barreira comercial" para empresas estrangeiras, incluindo gigantes como Meta (WhatsApp Pay) e operadoras de cartão de crédito.
A investigação sobre o Pix faz parte de uma ação mais ampla do governo Trump, que também visa analisar políticas brasileiras que, segundo os EUA, prejudicam empresas norte-americanas. O presidente Donald Trump teria solicitado a apuração pessoalmente, alegando "práticas comerciais desleais" por parte do Brasil.
Concorrência com serviços internacionais
Especialistas acreditam que a reação dos EUA está ligada ao sucesso do Pix, que em 2023 movimentou cerca de R$ 26,4 trilhões. O sistema não só facilitou transações domésticas, mas também se tornou uma alternativa ao dólar em algumas operações internacionais.
Além disso, o Pix pode ter afetado os planos da Meta, que em 2020 tentou lançar o WhatsApp Pay no Brasil. A funcionalidade foi suspensa pelo BC e pelo Cade sob a justificativa de riscos à concorrência e à regulamentação financeira.
E você, acha que o monitoramento dos EUA sobre o Pix é justificado? Deixe sua opinião nos comentários!
Redes Sociais da Rádio:
📻 @radiocentralquixada
🌍 www.centralfmquixada.com.br
Fonte: Agencia Brasil
#Pix#BancoCentral #EUA #Economia #Tecnologia #Pagamentos #WhatsAppPay #Notícias #Quixadá #RádioCentral
