Pesquisadores da Universidade da Flórida e do Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, descobriram que vacinas contra a Covid-19 que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como as produzidas pela Pfizer e Moderna, podem aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão ou melanoma metastático em estágio avançado. O estudo, publicado na revista Nature, representa um passo importante rumo ao desenvolvimento de uma vacina universal contra o câncer.
A análise mostrou que pacientes que receberam a vacina em até 100 dias após o início da imunoterapia viveram significativamente mais do que os que não tomaram o imunizante. No caso do câncer de pulmão, a sobrevida média dos vacinados foi de 37,3 meses, quase o dobro dos 20,6 meses registrados entre os não vacinados. Entre pacientes com melanoma metastático, a vacinação aumentou a longevidade em até 49,8%.
Como a vacina age
O efeito ocorre porque o imunizante de mRNA estimula uma resposta intensa do interferon tipo I (IFN-I), ativando células de defesa que reconhecem e atacam tumores. Essa reação melhora a resposta à imunoterapia, mesmo em pacientes que, normalmente, não reagiriam bem ao tratamento. Outras vacinas, sem mRNA, como contra gripe ou pneumonia, não apresentaram efeito semelhante na sobrevida.
Segundo o oncologista pediátrico Elias Sayour, coautor sênior do estudo, o imunizante “atua como um sinalizador que move células imunológicas de áreas ruins, como o tumor, para áreas boas, como os gânglios linfáticos”, fortalecendo a ação do sistema imunológico contra o câncer.
O estudo é observacional e preliminar, mas servirá de base para ensaios clínicos randomizados, em desenvolvimento, que podem confirmar os resultados e abrir caminho para uma vacina universal contra o câncer.
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Fonte:Diário do Nordeste
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