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“Ganha-ganha”: Lula defende aproximação entre Brasil e EUA

Por Central FM 104,92 min de leitura
“Ganha-ganha”: Lula defende aproximação entre Brasil e EUA

Em entrevista coletiva concedida após sua participação na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (24/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar disposto a retomar o diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula destacou que qualquer aproximação deve respeitar os princípios da democracia e da soberania brasileiras, pontos que não estarão em negociação.

Segundo o presidente, a relação bilateral precisa trazer benefícios concretos para os dois povos. “A gente não tem que perder, a gente tem que ganhar, e os outros também têm que ganhar. Essa é a lógica do ganha-ganha”, afirmou, destacando que a cooperação pode fortalecer a economia, a indústria, o comércio e a agricultura de ambos os países.

Lula contou ainda ter sido surpreendido por um encontro com Trump nos bastidores da ONU, logo após seus discursos. O norte-americano afirmou que havia surgido uma “química” entre os dois. O brasileiro respondeu em tom bem-humorado: “Eu fui surpreendido... acho que pintou uma química mesmo, eu acho”.

Questionado sobre temas estratégicos, como terras raras e minerais críticos, Lula alertou que o Brasil não repetirá erros históricos de ser apenas exportador de matérias-primas: “O que a gente não quer é permitir que aconteça como aconteceu até agora: só exportar e não fazer o processo de industrialização dentro do Brasil”.

O presidente também defendeu que a comunidade internacional priorize o combate à fome e à pobreza, lembrando que mais de 670 milhões de pessoas passam fome no mundo. Criticou ainda os gastos militares excessivos, classificando-os como uma contradição diante das necessidades humanas.

Nos números do comércio, Lula rebateu o discurso de Trump de que os EUA sofrem déficit com o Brasil: “Ele teve um superávit em 15 anos de 410 bilhões de dólares”. Apenas em 2024, os norte-americanos registraram saldo positivo de quase US$ 30 bilhões na relação comercial com o país.

Encerrando a coletiva, Lula reforçou sua disposição para o diálogo: “Estou muito otimista, porque acredito no poder do convencimento das palavras. Tudo pode ser resolvido quando duas pessoas conversam”.
O que você acha: a aproximação entre Lula e Trump pode abrir novos caminhos para a economia brasileira ou será apenas um gesto diplomático sem efeitos práticos?

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fonte:brasil247

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