Um novo ciclo da produção de algodão promete impulsionar a economia do Ceará e gerar até 15 mil empregos diretos e indiretos em 18 municípios do Estado. Entre as cidades contempladas pelo programa do Governo do Ceará está Quixadá, município que historicamente teve papel de destaque na cotonicultura cearense.
A iniciativa faz parte do Programa Estadual de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura no Ceará, que prevê a distribuição gratuita de sementes de algodão transgênico e o cadastramento de produtores rurais. O processo de inscrição ocorre ao longo deste mês de janeiro.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), foram adquiridas 50 toneladas de sementes, que serão distribuídas como incentivo à retomada da cultura algodoeira. A expectativa é que o Estado alcance o plantio em cerca de 5 mil hectares, com geração média de dois a três empregos por hectare cultivado.
Quixadá aparece entre os municípios selecionados para o programa e carrega um simbolismo histórico. No passado, a cidade esteve entre as principais produtoras de algodão do Ceará, especialmente na década de 1970, quando o Sertão Central liderava a produção estadual ao lado do Centro-Sul.
Em 1974, Quixadá figurava entre os três maiores produtores de algodão do Estado, ao lado de Acopiara e Quixeramobim. Agora, com a nova política pública, o município volta a integrar o mapa estratégico da cotonicultura, reacendendo expectativas de geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e diversificação econômica.
Lista dos municípios contemplados
Além de Quixadá, o programa contempla os seguintes municípios:
Acopiara
Arneiroz
Aiuaba
Catarina
Caucaia
Iguatu
Independência
Itatira
Jaguaruana
Morada Nova
Novo Oriente
Ocara
Parambu
Pedra Branca
Quixeramobim
Quiterianópolis
Tauá
A SDE informou ainda que está em negociação com instituições financeiras, como o Banco do Nordeste (BNB), para garantir linhas de financiamento que fortaleçam a cadeia produtiva do algodão no Ceará.
Importância histórica e desafios da retomada
A cotonicultura foi a principal cadeia produtiva do Ceará entre os séculos XIX e XX. Com o passar dos anos, fatores como a chegada do bicudo-do-algodoeiro, a queda dos preços internacionais e a falta de investimento tecnológico provocaram o declínio da atividade.
Especialistas avaliam que a retomada passa por inovação, assistência técnica e organização da cadeia produtiva. Para o setor produtivo, o Ceará pode voltar a se destacar ao apostar em algodões de maior valor agregado, com fibras médias e longas, especialmente em áreas irrigadas.
Com a inclusão de Quixadá no programa, a expectativa é que o município volte a desempenhar papel relevante nesse novo momento da agricultura cearense, resgatando sua tradição histórica e abrindo novas oportunidades para produtores locais.
Fonte: DN
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