O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está finalizando o plano de contingência para enfrentar a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros. O anúncio do pacote emergencial deve ocorrer ainda nesta semana, possivelmente nesta terça-feira (12/8), dependendo da conclusão da revisão da medida provisória (MP) que vai embasar as ações.
A proposta, considerada prioridade pelo Palácio do Planalto, será detalhada item por item para enfrentar as tarifas unilaterais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Após reunião de cerca de duas horas nessa segunda-feira (11/8), a equipe de Lula discutiu exclusivamente as medidas comerciais, deixando de lado temas políticos.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a MP trará três eixos principais: linhas de crédito para empresas impactadas, reforma estrutural do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e autorização para compras governamentais de produtos perecíveis. Haddad afirmou que a proposta terá flexibilidade para atender diferentes perfis de empresas e ficará dentro da meta fiscal de déficit zero.
A reformulação do FGE é vista como uma oportunidade de modernizar os mecanismos de crédito e seguro para exportações, garantindo maior segurança às empresas brasileiras com vocação para o mercado externo.
O impacto do tarifaço
O governo brasileiro estima que 36% das exportações nacionais serão atingidas pela sobretaxa de 50% para entrar nos EUA, de acordo com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).
A decisão de Trump faz parte de um pacote protecionista que também atinge União Europeia, China e Índia. Inicialmente, as tarifas adicionais entrariam em vigor em 1º de agosto, mas o prazo foi adiado para 6 de agosto. A ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano soma 10% de tarifas já anunciadas anteriormente com mais 40% sobre determinados produtos.
Apesar disso, cerca de 700 itens ficaram isentos da sobretaxa adicional de 40%, entre eles suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minério de ferro, que continuam sujeitos apenas à taxa de 10%.
Barreiras diplomáticas
O governo Lula tem adotado postura conciliatória com os EUA, evitando retaliações e tentando ampliar a proteção das empresas brasileiras em outros mercados. No entanto, as negociações têm enfrentado entraves.
Haddad informou que uma reunião virtual com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi cancelada sem previsão de nova data. Ele atribuiu parte das dificuldades a ações do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estaria atuando para dificultar os contatos bilaterais e pressionar por sanções contra o Brasil e autoridades como o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Enquanto isso, o Planalto busca ampliar o número de produtos brasileiros fora da lista de sobretaxas. Atualmente, cerca de 700 itens já estão isentos da tarifa adicional de 40%.
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Fonte:Metrópoles
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