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Haddad critica Congresso por rejeitar MP e diz que decisão “prejudica os pobres”

Por Central FM 104,92 min de leitura
Haddad critica Congresso por rejeitar MP e diz que decisão “prejudica os pobres”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou duramente o Congresso Nacional após a rejeição da medida provisória (MP) que previa o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o fim de isenções para determinados investimentos. A MP caducou após ser retirada de pauta, e segundo o ministro, essa decisão foi uma escolha deliberada dos parlamentares para “proteger os privilegiados” e prejudicar os mais pobres.

“Apesar de muita negociação, ontem o lobby dos privilegiados prevaleceu no Congresso e derrubou essa medida. Não foi descuido, foi escolha. A escolha consciente de tirar direitos dos mais pobres, para proteger os privilegiados. De blindar os mesmos amigos de sempre e forçar cortes contra aqueles que mais precisam do Estado”, escreveu Haddad nas redes sociais nesta quinta-feira (9).

A proposta do governo tinha como objetivo aumentar a arrecadação em cerca de R$ 17 bilhões em 2026, valor que seria destinado a áreas como saúde, educação e previdência social. Haddad argumenta que a MP buscava cobrar mais dos bilionários, bancos e empresas de apostas eletrônicas (as chamadas “bets”), promovendo, segundo ele, uma tributação mais justa.

“A medida buscava cobrar o mínimo de bilionários, bancos e bets, uma operação simples e justa. Proteger os direitos daqueles que ganham menos, cobrando a justa parte dos que ganham muito e não pagam quase nada”, afirmou o ministro.

Haddad também relacionou o episódio aos protestos recentes contra o Congresso, lembrando que a população tem demonstrado crescente insatisfação com decisões políticas que, em sua avaliação, beneficiam elites econômicas. “O povo brasileiro está cada vez mais atento, sabe o que está em jogo e como o jogo é jogado, sabe quem defende o país e quem trai o interesse nacional para proteger familiares e amigos”, escreveu.

O ministro concluiu a publicação dizendo que “o resultado das urnas precisa ser respeitado” e que o governo continuará defendendo o princípio de “incluir o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”.

Na manhã desta quinta-feira, Haddad também comentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve discutir, na próxima semana, alternativas para recompor o caixa do governo em R$ 35 bilhões — sendo R$ 17 bilhões previstos para 2026 e R$ 18 bilhões para 2027. O ministro não descartou a possibilidade de cortes em emendas parlamentares.
Você concorda com Haddad quando ele diz que o Congresso escolheu proteger os mais ricos? 

fonte:AgênciaBrasil

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