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Heineken encerra fábrica no Ceará e demite funcionários um dia após treinamento

Por Central FM 104,92 min de leitura
Heineken encerra fábrica no Ceará e demite funcionários um dia após treinamento

A fábrica da Heineken em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, encerrou oficialmente suas atividades nesta terça-feira (2) e demitiu trabalhadores apenas um dia após realizar um treinamento com os colaboradores. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Águas Minerais, Cervejas e Bebidas em Geral do Ceará (Sindibebidas), 98 funcionários diretos foram desligados. Fontes apontam ainda que cerca de 250 terceirizados também perderam seus postos, totalizando aproximadamente 350 demissões.

Um técnico eletricista que atuou por 15 anos na planta conversou com a reportagem do Diário do Nordeste e relatou o clima de angústia que antecedeu o fechamento. “O nível de ansiedade das pessoas na fábrica era muito grande, por conta da incerteza que se tinha”, afirmou. Ele pediu para não ser identificado por medo de represálias.

De acordo com o Sindibebidas, a empresa apresentou propostas de transferência para Pernambuco e São Paulo, além de benefícios negociados para amenizar o impacto da demissão. A Heineken, no entanto, não revelou quantos funcionários diretos e terceirizados mantinha na unidade.

O processo de desmobilização da fábrica começou silenciosamente meses antes. A linha de garrafas foi encerrada em julho, e, desde então, apenas a linha de latas permanecia ativa. Em outubro, os trabalhadores perceberam a redução de insumos e serviços, e em novembro os tanques de produção começaram a ser esvaziados.

Na véspera do fechamento, os colaboradores foram reunidos para uma dinâmica de treinamento, sem saber que no dia seguinte receberiam o anúncio oficial do encerramento. Alguns foram encaminhados imediatamente para exames demissionais; outros ficaram responsáveis pelo descomissionamento da planta, incluindo o desligamento de maquinário, gás e produtos químicos restantes.

A Heineken afirmou, por meio de nota, que estruturou um “pacote de suporte ampliado”, mas não detalhou quais seriam os auxílios. Segundo relatos, cartas de recomendação e extensão do plano de saúde estão entre as medidas oferecidas.

A empresa justificou a decisão como parte de sua estratégia de modernização e eficiência operacional. A planta de Pacatuba teria se tornado defasada em relação às unidades recém-modernizadas em Igarassu (Pernambuco) e à nova cervejaria inaugurada em Minas Gerais — um investimento que ultrapassa R$ 2,5 bilhões.

A Prefeitura de Pacatuba afirmou ter sido surpreendida pelo anúncio e busca alternativas para atrair outra empresa para ocupar o espaço e gerar novos empregos. O Governo do Ceará, por meio da Adece, informou que iniciará uma força-tarefa para auxiliar na retomada da atividade industrial no local.

Apesar do encerramento da produção, a Heineken deve manter centros de distribuição, logística e presença comercial no estado, reforçando que o Ceará segue como mercado importante no Nordeste.


fonte:Diário do Nordeste


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