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Influenciadores do Ceará são denunciados por promover o “Jogo do Tigrinho” e movimentar mais de R$ 14 milhões

Por Central FM 104,92 min de leitura
Influenciadores do Ceará são denunciados por promover o “Jogo do Tigrinho” e movimentar mais de R$ 14 milhões

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou 13 influenciadores digitais por promoverem plataformas ilegais de jogos de azar conhecidas popularmente como “Jogo do Tigrinho”. De acordo com a denúncia, os investigados movimentaram mais de R$ 14,3 milhões entre 2020 e 2025, cometendo crimes como integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato, entre outros.

 

Segundo o MPCE, a organização criminosa era sediada em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, e atuava sob o pagamento de pessoas identificadas apenas como “chineses”, que financiavam a divulgação dos cassinos online ilegais por meio das redes sociais dos influenciadores.

 

A denúncia foi apresentada à Justiça Estadual em 6 de maio deste ano. Em 14 de maio, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas aceitou a denúncia, transformando os 13 influenciadores em réus em processo criminal.

 

Réus e acusações

 

Entre os denunciados estão Victoria Roza, Milena Peixoto, Janisson Moura, Maria Gabriela Casimiro, Darley Dias, Wellington Alencar, Walysson Alencar, Agustavo Oliveira Junior, Paloma Costa, Tássia Leandro, Maria Fabiana Teixeira, Antonio Grangeiro e Inessa Karla Nogueira. Os crimes variam entre:

 

Organização criminosa

 

Lavagem de dinheiro

 

Crime contra a economia popular

 

Crime contra o consumidor

 

Crime contra as relações de consumo

 

Estelionato

 

Exploração de jogos de azar

 

Pedidos do MPCE

 

Além da responsabilização penal, o MPCE solicitou à Justiça que os acusados paguem R$ 100 mil cada ao Estado por danos morais coletivos. Também foi solicitado que três vítimas identificadas sejam indenizadas em R$ 100 mil cada por danos materiais e morais sofridos em decorrência da propaganda enganosa dos jogos ilegais.

 

Defesa de Janisson Moura contesta prisão

 

A defesa de Janisson Moura Santos, feita pelos advogados Emetério Neto e Paulo Cézar Machado Filho, criticou o que considera ser uma prisão preventiva desnecessária. Segundo os defensores, Janisson está preso desde 20 de março de 2025, apesar de não ter cometido crime com violência ou ameaça.

 

"Janisson é réu primário, tem bons antecedentes, residência fixa e é estudante de Enfermagem. A defesa já pediu a revogação da prisão, mas até agora não obteve resposta satisfatória", afirmaram os advogados. Eles destacaram ainda que não há outros influenciadores digitais presos preventivamente por promover esse tipo de jogo online.

 

As defesas dos demais acusados não foram localizadas ou não se manifestaram até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras declarações, e a matéria será atualizada em caso de novas manifestações.

 

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Fonte: DN

 

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