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Infraestrutura e energia renovável fazem do Ceará o novo polo estratégico das big techs

Por Central FM 104,93 min de leitura
Infraestrutura e energia renovável fazem do Ceará o novo polo estratégico das big techs

O Ceará conquistou protagonismo no setor de tecnologia e infraestrutura digital, tornando-se um dos principais destinos para instalação de data centers das big techs. Apenas Fortaleza já concentra 11 empreendimentos do tipo, enquanto o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) registra ao menos nove novos projetos aprovados, somando cerca de R$ 558 bilhões em investimentos, segundo o próprio complexo.

A movimentação levanta uma pergunta central: por que o litoral cearense atrai tanto interesse de gigantes como Google, Meta, TikTok, Netflix, além de players como Angola Cables, Lumen e Scala Data Centers? De acordo com especialistas, a resposta combina localização geográfica estratégica, infraestrutura de cabos submarinos e abundância de energia renovável.

Hub mundial de cabos submarinos impulsiona baixa latência

Fortaleza abriga um dos maiores hubs de cabos submarinos do planeta, responsável por conectar o Brasil à América do Norte, Europa e África. Dos 18 cabos ativos até fevereiro de 2023, 16 chegam pela Praia do Futuro, formando uma das principais portas de entrada do tráfego global de internet.

Para o engenheiro elétrico e doutor em Ciência da Computação Júlio César Santos dos Anjos, essa estrutura é o principal critério para empresas instalarem data centers no Estado:

“Quanto menor for a latência, que é o tempo de transmissão entre um dado e outro, melhor para o data center — e a menor latência do Brasil é aqui, no Ceará.”

O especialista aponta ainda três pilares essenciais que tornam o Ceará líder no setor:
menor latência do país,
alta capacidade de transmissão de dados,
redundância de conexões, que garante estabilidade mesmo em caso de falhas.

Energia renovável no Pecém atrai gigantes

Além da conectividade internacional, o Ceará se destaca por sua matriz energética renovável, especialmente pela força da energia eólica produzida no Pecém. A oferta estável e abundante de eletricidade limpa reduz custos operacionais e atrai empresas que consomem energia em larga escala.

O acesso ao litoral também favorece sistemas de resfriamento mais econômicos, incluindo a dessalinização da água do mar — processo que diminui o gasto de energia, um dos maiores custos desses empreendimentos.

Desafios para manter o crescimento

Apesar das vantagens, especialistas alertam que o Estado precisa superar desafios, especialmente garantir energia suficiente para suportar o aumento acelerado da demanda. O Ministério das Comunicações discute políticas nacionais para data centers, cabos submarinos e regulamentações ligadas à inteligência artificial.

“Com mais investimentos chegando, a questão é: teremos energia suficiente para este tipo de infraestrutura ao longo do tempo? Talvez sim, talvez não — vamos precisar produzir mais”, avalia Júlio César.

Data centers em operação em Fortaleza

Segundo a plataforma Data Center Map, a cidade conta atualmente com 11 estruturas em operação:
• Ascenty
• Angola Cables
• 2 unidades Tecto Big Lobster
• Hostweb Fortaleza
• 2 unidades Scala 1
• Ipxon
• ProveNET
• Ultranet
• Lumen

O cenário indica que Fortaleza e o litoral cearense devem seguir como um dos principais polos tecnológicos do Brasil e da América Latina nos próximos anos.

Fonte: Diário do Nordeste

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