Relatos indicam que, além de sofrerem descontos irregulares por associações no INSS, aposentados foram lesados por seguros que alegam não ter contratado. Reclamações registradas no portal Consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, revelam que a rede de fraudes contra beneficiários do INSS vai além de cobranças indevidas por sindicatos e empresas de crédito consignado.
Escândalo foi revelado pelo Metrópoles
O caso veio à tona em dezembro de 2023, quando o Metrópoles publicou uma série de reportagens mostrando que a arrecadação de entidades com descontos em benefícios de aposentados chegou a R$ 2 bilhões em um ano. As denúncias levaram à Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que resultou na demissão do então presidente do INSS e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Seguros não autorizados
Vítimas relatam que empresas como a Sudacred realizaram descontos mensais de R50aR50aR 80 em suas contas, referentes a seguros de vida que não haviam contratado. Em gravações obtidas pela reportagem, atendentes induziam idosos a aceitarem os descontos sem explicar claramente que se tratava de um novo serviço.
A Justiça já condenou a empresa em vários casos. Em um deles, a Sudacred e a Caixa Econômica Federal foram obrigadas a pagar R$ 3.300 a um aposentado que teve débitos indevidos. A juíza considerou que não houve consentimento claro para a contratação.
Outros casos pelo Brasil
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Em São Paulo, um aposentado por invalidez acionou a Justiça após descobrir descontos de R$ 14,90 em sua conta, realizados pelo Agibank. O Tribunal condenou o banco apagar 10 mil por danos morais.
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No Ceará, um idoso analfabeto teve descontos de R$ 20 por um seguro que não assinou. A Justiça considerou o contrato nulo e determinou a devolução em dobro dos valores.
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A Facta Financeira também acumula reclamações por descontos de seguros e empréstimos não autorizados. Em um caso, o TJMT manteve a condenação da empresa por cobranças indevidas.
Fraudes no consignado
O INSS autorizou 91 bancos a oferecerem empréstimos consignados, mas muitos beneficiários relatam débitos sem contratação. Um levantamento no Consumidor.gov.br identificou 3.997 reclamações sobre serviços não reconhecidos nos primeiros quatro meses de 2025.
Após a operação da PF, o INSS bloqueou novos empréstimos e passou a exigir biometria facial para liberação de valores.
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Fonte: Metropoles
