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INSS gasta R$ 600 milhões em bônus, mas fila de benefícios cresce e passa de 2,7 milhões

Por Central FM 104,92 min de leitura
INSS gasta R$ 600 milhões em bônus, mas fila de benefícios cresce e passa de 2,7 milhões

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desembolsou, entre 2019 e 2024, cerca de R$ 600 milhões em bônus destinados a acelerar a análise de aposentadorias e auxílios, mas o resultado foi o oposto do esperado.
Mesmo com os investimentos em bonificação, a fila, em vez de reduzir, cresceu. Em 2019, eram 1,9 milhão de pedidos de benefícios em análise. Em setembro de 2025, o número saltou para 2 milhões e 780 mil solicitações de aposentadorias, pensões, auxílios e Benefícios de Prestação Continuada (BPC). Os dados são do Ministério da Previdência Social.

A política de gratificações, criada em 2019, prometia aumentar a produtividade dos servidores. No início, o impacto foi positivo: a produtividade média subiu 45%. No entanto, o avanço não se manteve. Em 2024, o índice de produtividade despencou para 12%, o pior patamar da série histórica, revelando o fracasso das medidas para destravar os processos.

O cenário se agrava com a redução do quadro funcional. Entre 2014 e 2024, o INSS perdeu quase metade de seus servidores, uma queda de 49% na força de trabalho, enquanto a redução média no funcionalismo federal foi de apenas 8%. Com menos pessoal e mais demandas, a autarquia enfrenta lentidão e pressões sociais crescentes.

Nos programas criados para enfrentar o problema — o Programa de Enfrentamento às Filas (encerrado em 2023) e o Programa de Gestão de Benefícios (PGB), lançado em abril de 2024 —, analistas e técnicos receberam R$ 68 por processo concluído. No primeiro, os bônus podiam chegar a R$ 10 mil por competência; na versão atual, o teto subiu para R$ 17 mil, com média de R$ 3.111 por servidor.

Do total gasto com os bônus, 60% ocorreram durante o governo Bolsonaro e 40% sob o governo Lula. Antes de 2024, o ano de maior despesa havia sido 2022, com R$ 134 milhões pagos (em valores corrigidos pela inflação).

O resultado é um sistema cada vez mais sobrecarregado, com produtividade em queda e milhões de brasileiros aguardando respostas. Um retrato da ineficiência administrativa que ainda desafia a gestão da Previdência Social.

💬 O que você acha que poderia ser feito para reduzir a fila de espera no INSS?

Fonte:CearáAgora

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