O interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes na última terça-feira (10/6), sobre a suposta trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gerou intensas discussões entre deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). As opiniões variaram entre acusações de confissão e defesas da inocência do ex-presidente.
Heitor Férrer (União Brasil) destacou a importância da alternância de poder pelo voto, criticando a ausência de Bolsonaro na entrega da faixa presidencial a Lula. Para ele, os indícios apontam que o ex-presidente tentou impedir a posse do eleito, com ações que buscavam desestabilizar o país, como a possibilidade de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO). "Todos os indícios mostram que as tratativas eram para não entregar o poder", afirmou ao O POVO.
Guilherme Sampaio (PT), líder do governo Elmano, considera o julgamento crucial para a Justiça brasileira, reforçando que as denúncias do Ministério Público Federal (MPF) estão sendo confirmadas. "O próprio presidente fez confissões que o incriminam pelo crime de tentativa de golpe de Estado", disse, citando contradições nos depoimentos, como a fala de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, que indicou a falta de apoio do Exército e da Aeronáutica para o golpe.
Por outro lado, Carmelo Neto (PL), presidente do partido no Ceará, defendeu a inocência de Bolsonaro, elogiando sua transparência no depoimento. Ele destacou a tranquilidade do ex-presidente, que chegou a brincar com Moraes, sugerindo-o como vice em 2026. "Falta subsídio, não têm peças probatórias. O 8 de janeiro foi vandalismo, não uma tentativa de golpe", afirmou, reforçando que Bolsonaro não estava no Brasil durante os atos.
Sérgio Aguiar (PSB) adotou uma visão técnica, enfatizando a relevância das provas testemunhais e documentos, como escutas telefônicas, para o STF. "Os julgadores vão ter o enriquecimento dessas provas para punir quem mereça", disse.
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Fonte: O POVO
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