O inverno começou oficialmente no Ceará no último dia 20 de junho, mas, ao contrário do que muitos acreditam, a estação não representa o período de chuvas no Estado. Pelo contrário: trata-se de uma fase marcada pela redução nas precipitações e por uma maior variação térmica, especialmente nas regiões mais distantes do litoral.
Segundo o meteorologista Vinicius Oliveira, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o chamado período chuvoso do Ceará acontece entre fevereiro e maio, durante o verão e o outono. No inverno, o clima é diferente: há pouca nebulosidade e uma forte amplitude térmica, ou seja, diferença significativa entre as temperaturas do dia e da noite.
“Com menos nuvens, temos uma maior perda de radiação solar à noite, daí as temperaturas diminuem. Mas na mesma medida, durante a tarde, com menos nuvens, temos também extremos de temperaturas. Isso começa a ser sentido a partir do inverno”, explica o pesquisador.
Essas variações são mais perceptíveis em regiões como o Maciço de Baturité, Ibiapaba e Cariri, que estão em áreas mais elevadas. Já locais como o Vale do Jaguaribe podem enfrentar calor extremo à tarde, com registros de até 37°C, e noites mais amenas, com temperaturas próximas aos 20°C.
Um dado que chama atenção ocorreu em 23 de julho do ano passado, quando o município de Aiuaba, no sertão cearense, registrou a menor temperatura da história do Estado: 11,4°C. No mesmo período, a cidade também anotou temperaturas próximas aos 37°C, evidenciando o contraste térmico do inverno cearense.
Apesar da tendência de seca, o Estado ainda pode ter chuvas pontuais neste período. Segundo a Funceme, essas precipitações são provocadas por fenômenos diferentes dos observados na quadra chuvosa, como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs) e frentes frias. Foi esse o caso das chuvas registradas no último fim de semana em Fortaleza e em municípios do interior.
Em Porteiras, por exemplo, já choveu 76,8 milímetros neste mês de junho, número quatro vezes maior que a média histórica de 18 mm para o período. A média geral do Estado para junho é de 37,2 mm, e até o dia 23, o acumulado era de 26,9 mm – uma redução de 27,8%, mas que ainda é considerada “dentro da média” pela Funceme.
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Fonte: DN
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