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Investimento de R$ 42 milhões fortalece cadeia siderúrgica e pode gerar 200 empregos no Ceará

Por Central FM 104,93 min de leitura
Investimento de R$ 42 milhões fortalece cadeia siderúrgica e pode gerar 200 empregos no Ceará

Uma nova fábrica de peças em ferro fundido será instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), com investimento de R$ 42 milhões, reforçando o parque produtivo da região e ampliando a cadeia siderúrgica do Estado. O empreendimento ficará localizado próximo à usina da ArcelorMittal e já negocia com cerca de oito empresas de diferentes setores, o que indica potencial de expansão para o Ceará.

Segundo especialistas, o projeto tem capacidade de atrair novos negócios voltados à produção de autopeças e componentes para o setor aeronáutico — especialmente diante da chegada do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do futuro Polo Automotivo cearense.

O investimento é da Indústria de Bombas King, especializada em bombas hidráulicas para uso doméstico e industrial. De acordo com o CEO da empresa, Fernando de Castro Alves, a expectativa é que a planta entre em operação até o final de 2027.

Detalhes do projeto
Na primeira fase, a nova unidade deve gerar 50 empregos diretos e produzir 2.600 toneladas brutas por ano de ferro cinzento, nodular, aço e ligas ferrosas fundidas. A fase final deve ampliar a produção para 13.000 toneladas anuais, com a geração de até 200 empregos diretos.

Além de peças em ferro fundido, a fábrica também produzirá aço e ligas especiais destinadas a setores como siderurgia, mineração, máquinas agrícolas, autopeças, cimento, saneamento e alimentos.

Fernando Alves destaca que a nova unidade busca reduzir custos logísticos e fortalecer o mercado local: “Muitos produtos fundidos ainda são adquiridos no Sul e Sudeste ou importados, o que encarece o processo. Nossa proposta é atender até 20% da demanda do mercado em um raio de até 400 quilômetros, com produção e fornecimento regionalizados.”

Setor automotivo e aeronáutico
Para o professor Joseph Vasconcelos, da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC/UFRJ), o Ceará vive um momento estratégico:

“A consolidação do Estado como polo industrial pode resultar, futuramente, em um complexo capaz de atrair indústrias de bens de capital e de consumo durável, como as de automóveis, aeronaves e equipamentos eletroeletrônicos.”

O economista também lembrou a implantação do campus do ITA em Fortaleza, prevista para 2027, o que pode impulsionar a criação de empreendimentos aeronáuticos no entorno do Pecém — inclusive com potencial para parcerias com empresas como a Embraer.

Vantagem logística e fortalecimento da siderurgia
A localização do CIPP em uma zona portuária, com fácil acesso às regiões Norte e Nordeste, é apontada como diferencial competitivo. “O setor de siderurgia encontra no Ceará um ambiente favorável. Isso transforma o Estado em um polo de atração para indústrias de base e, futuramente, de bens de consumo duráveis”, avalia Vasconcelos.

O economista e membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, reforça que a nova indústria representa o fortalecimento da cadeia produtiva da siderurgia local.

“O investimento amplia a estrutura e a capacidade produtiva da região, tornando o Pecém um centro de produção e distribuição de materiais siderúrgicos específicos.”

Diferente da ArcelorMittal, que tem foco na exportação de placas de ferro, a nova planta será voltada para o abastecimento do mercado interno, contribuindo diretamente com o desenvolvimento econômico e industrial do Ceará.
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Fonte:Diário do Nordeste

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