Após 12 dias de intensos ataques, Irã e Israel anunciaram que consideram ter vencido o confronto, embora ambos os lados mantenham tons de alerta. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou uma "vitória histórica" e afirmou que Israel ainda precisa concluir sua ofensiva contra o “eixo do Irã”, além de derrotar o Hamas e resgatar os reféns ainda detidos em Gaza.
Do lado iraniano, o recém-empossado presidente Masoud Pezeshkian também classificou o resultado como uma “grande vitória” para Teerã. Ele acusou Israel de ter imposto a guerra ao Irã e disse que o país apenas respondeu a provocações. A imprensa estatal iraniana informou que os ataques israelenses deixaram 610 mortos e 4.746 feridos no país. Já a retaliação iraniana matou 28 pessoas em Israel — sendo esta a primeira vez que as defesas aéreas israelenses foram sobrecarregadas por mísseis do Irã.
O cessar-fogo foi anunciado na noite anterior pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intermediou o acordo com ajuda direta do Catar. Segundo Trump, ambos os países concordaram com a trégua, mas já nas primeiras horas da terça-feira (1h da manhã, horário de Brasília), surgiram relatos de novos ataques em Teerã, lançando dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo.
Trump demonstrou descontentamento com o comportamento das partes envolvidas. "Israel tem de se acalmar. Tenho de fazer Israel se acalmar", afirmou. Em uma rede social, alertou: "Israel, não jogue suas bombas. Se fizer isso, será uma grande violação."
Apesar da tensão, as Forças Armadas de Israel suspenderam as restrições a atividades civis no país, e o aeroporto Ben Gurion voltou a funcionar. Do lado iraniano, o espaço aéreo também foi reaberto, segundo a agência estatal Nournews.
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, declarou que o país encerrou um “capítulo significativo” no conflito com o Irã, e que os esforços se voltam novamente à Faixa de Gaza. “Nosso foco agora é resgatar os reféns e desmantelar o regime do Hamas”, afirmou.
Israel voltou a bombardear Gaza no mês de março, após dois meses de cessar-fogo. Apesar da liberação de ajuda humanitária, há relatos de dificuldades, como longas filas e tiroteios em locais de distribuição de alimentos.
Segundo fontes americanas, a negociação para o cessar-fogo envolveu diretamente altos nomes do governo dos EUA e do Catar. O Irã teria aceitado a trégua desde que Israel se abstivesse de novos ataques. A conversa decisiva ocorreu após o Irã lançar mísseis contra uma base americana no Catar, em retaliação aos bombardeios das instalações nucleares iranianas no sábado (21).
O desfecho do conflito ainda é incerto, mas, por ora, os líderes das duas nações tentam transformar suas perdas e ganhos em um discurso de vitória para seus públicos internos e aliados internacionais.
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Fonte: G1
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