Isolado politicamente e vivendo há seis meses nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirma que pretende manter seu nome na corrida presidencial de 2026. A informação foi divulgada pela colunista Letícia Casado, do UOL.
Mesmo enfrentando resistência interna no PL e no Centrão, Eduardo avalia até mudar de partido para viabilizar sua candidatura. Aliados afirmam que ele tem dito que “puxa mais votos do que muitos governadores” e que poderia levar cerca de 30 parlamentares para uma nova legenda. Nos bastidores do Congresso, no entanto, essa hipótese é considerada pouco provável.
O “fator Eduardo”
Parte da classe política avalia que a atuação de Eduardo se tornou um “passivo caro” para a direita. Ele é apontado como principal articulador do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, iniciativa que fracassou e travou pautas no Congresso ao longo de 2025.
O cenário político se agravou em um momento delicado: protestos contra medidas de blindagem parlamentar, acenos de Donald Trump a Lula na ONU e sanções dos EUA à esposa do ministro Alexandre de Moraes geraram ruídos com o Centrão.
Lideranças do PL relatam que Eduardo radicalizou ainda mais desde que se mudou para os EUA. O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a se reunir com ele em Miami para pedir “moderação”, mas ouviu que não haverá mudança de postura.
Rivalidades internas e isolamento
Parlamentares próximos afirmam não acreditar que a candidatura presidencial de Eduardo avance, apontando que Centrão e STF devem agir para barrar qualquer tentativa ainda na fase inicial.
Aliados avaliam que ele poderia fortalecer a direita se cessasse os ataques a outros nomes da oposição, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamado de “traidor” por apoiadores mais radicais. Tarcísio, por sua vez, cogita disputar apenas a reeleição ao governo de São Paulo.
A possibilidade de Eduardo deixar o PL não é nova. Antes de se mudar para os EUA, ele chegou a cogitar filiação ao partido Novo, mas a ideia foi descartada. Mesmo assim, ele se mantém determinado a disputar a eleição de 2026.
“Caso eles forcem Bolsonaro, que está na condição de refém, a tomar decisão que não será livre, eu ainda assim estarei disposto a lançar candidatura”, declarou Eduardo.
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Fonte:DCM
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