O governo israelense ratificou nesta sexta-feira a estrutura de um cessar-fogo com o grupo militante palestino Hamas, abrindo caminho para a suspensão das hostilidades na Faixa de Gaza dentro de 24 horas, segundo anunciantes internacionais.
De acordo com o acordo, após a entrada em vigência do cessar-fogo, os reféns israelenses mantidos em Gaza seriam liberados em até 72 horas. Israel também se comprometeria a retirada parcial de suas forças de Gaza, enquanto o Hamas libertaria detenções em troca de prisioneiros mantidos por Israel.
A iniciativa faz parte de um pacto mediado por potências internacionais, que visa estancar dois anos de conflito intenso, marcado por alta mortalidade civil e destruição em Gaza. Israel afirmou que o país já aprovou a “estrutura para a libertação de todos os reféns — vivos e mortos” como parte do acordo.
Apesar do otimismo, analistas advertem que ainda há obstáculos ao cumprimento integral. A lista final de liberação de prisioneiros palestinos não estava completamente definida até o momento da ratificação. Também não foram concluídas decisões sobre como será a governança de Gaza após o cessar-fogo, nem o futuro braço militar do Hamas.
Dentro de Israel, membros da coalizão de governo manifestaram oposição: o ministro da Segurança Nacional já ameaçou voto de desconfiança se o Hamas não for desmantelado.
A população de Gaza, sob bombardeios e escassez, celebrou o anúncio. Civis deslocados esperam que o fim das hostilidades possibilite o envio de ajuda humanitária, alimentos e atendimento médico àqueles que estão em acampamentos improvisados.
O Brasil também reagiu com apoio ao acordo. Por meio do Ministério das Relações Exteriores, destacou a importância humanitária do cessar-fogo e reafirmou a defesa da solução de dois Estados (Israel e Palestina).
Você acredita que esse cessar-fogo será efetivamente cumprido? Quais desafios você acha que ainda podem impedir a paz?
fonte:AgênciaBrasil
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