Um mês após ser condenado a 26 anos de prisão pelo assassinato do guarda municipal José Gonçalves Fonseca, ocorrido em 2017, o advogado Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes permanece foragido. O crime, executado com o uso de "chumbinho", chocou o estado pelo fato de o acusado ter sido o próprio defensor jurídico da vítima.
Fuga e ausência no julgamento
Victor não compareceu ao julgamento, realizado nos dias 7 e 8 de junho de 2025 no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. Sua defesa alegou que ele estava em tratamento médico, mas, desde então, nenhuma informação sobre seu paradeiro foi confirmada. Um mandado de prisão foi expedido, mas até o momento não houve captura.
A família da vítima, indignada, fez um apelo público:
"Esse homem frio, calculista e perigoso enganou a vítima, abusou da confiança de um cliente para matá-lo covardemente. Agora, tenta também enganar a Justiça. Pedimos que, se alguém o vir, denuncie imediatamente."
Condenação e crimes cometidos
O Tribunal do Júri da 3ª Vara de Fortaleza considerou Victor culpado por:
✔ Homicídio qualificado (motivado por emboscada e meio cruel)
✔ Apropriação indébita (desvio de R$ 265 mil da vítima)
✔ Ocultação de cadáver
Além da pena de prisão, ele foi condenado a restituir o valor desviado (com correção monetária) e pagar R$ 13,5 mil de indenização por danos morais à família.
Advogado ainda pode exercer a profissão?
Apesar da condenação, Victor ainda consta como ativo no Cadastro Nacional dos Advogados (CNA). A OAB-CE informou que um processo ético-disciplinar está em andamento, mas, por lei, seu trâmite é sigiloso.
O crime: traição e envenenamento
Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), José Gonçalves havia contratado Victor para resolver questões relacionadas à compra de um imóvel. O advogado teria convencido a vítima a depositar R$ 265 mil em sua conta pessoal, sob a promessa de regularizar a transação. No entanto, em 6 de março de 2017, ele envenenou o cliente e abandonou o corpo em um matagal no bairro Manoel Dias Branco.
Defesa recorre da decisão
Os advogados de Victor afirmaram que vão recorrer da sentença, alegando que o julgamento foi "contra as provas dos autos".
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Fonte: DN
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