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“Justiça por Orelha”: protesto na Beira Mar cobra punição exemplar por crime brutal

Por Central FM 104,92 min de leitura
“Justiça por Orelha”: protesto na Beira Mar cobra punição exemplar por crime brutal

Manifestantes realizaram atos neste domingo (1º), na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, em protesto contra a violência animal e pedindo justiça pela morte do cão vira-lata Orelha, torturado por adolescentes em Florianópolis, Santa Catarina. A mobilização integra um movimento nacional que cobra a responsabilização dos envolvidos e o endurecimento das leis contra crimes de maus-tratos a animais.

Na capital cearense, os protestos aconteceram em dois momentos, às 10h e às 16h, reunindo famílias, protetores independentes, ativistas, jovens e crianças. Cartazes com mensagens de repúdio à violência animal foram exibidos ao longo da Beira Mar, chamando atenção para a necessidade de respeito e proteção aos animais.

O caso que motivou a mobilização ocorreu no dia 4 de janeiro, quando o cão Orelha, que vivia sob os cuidados de uma comunidade local no litoral catarinense, foi torturado. O animal chegou a ser socorrido, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. A repercussão gerou comoção nacional e impulsionou protestos em diversas capitais.

Durante o ato em Fortaleza, o estudante Gabriel Mendes, de 10 anos, discursou para os participantes e destacou a importância da conscientização desde a infância. Ele afirmou que nem toda criança ou jovem compactua com a violência e reforçou que muitos atuam na proteção dos animais, pedindo justiça pela morte de Orelha.

O secretário estadual da Proteção Animal, Erich Douglas (PSD), também participou da mobilização e defendeu mudanças na legislação. Segundo ele, é necessário endurecer as punições para crimes de maus-tratos e garantir que as leis existentes sejam aplicadas de forma efetiva.

A protetora de animais e fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal (APA), Stefanie Rodrigues, ressaltou que o movimento vai além de um caso específico. Para ela, os atos representam a luta por políticas públicas eficazes, respeito aos animais e justiça para aqueles que não têm voz.

Além de Fortaleza, manifestações semelhantes foram registradas em cidades como São Paulo, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória e Rio Branco. Em São Paulo, o protesto ocorreu na Avenida Paulista, onde participantes vestiram roupas pretas e camisetas com a imagem do cão e frases pedindo justiça.

O caso de Orelha foi denunciado à polícia em 16 de janeiro. Inicialmente, quatro adolescentes foram investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina, mas o envolvimento de um deles foi descartado recentemente, passando de suspeito a testemunha. As investigações seguem em andamento.

Fonte:DN

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