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Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial contra crime no Rio

Por Central FM 104,93 min de leitura
Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial contra crime no Rio

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciaram nesta quarta-feira (29) a criação de um escritório emergencial para o enfrentamento ao crime organizado no estado. O objetivo é fortalecer a integração entre os governos federal e estadual nas ações de segurança pública.

A coordenação do novo escritório será compartilhada entre o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, e o secretário de Segurança do Rio, Victor Santos. Segundo Lewandowski, o espaço funcionará como um fórum de decisões rápidas para combater o avanço das facções criminosas.

“É um fórum onde as forças vão conversar entre si, tomar decisões rapidamente até que a crise seja superada. Este é o embrião daquilo que nós queremos criar com a PEC da Segurança Pública, que está sendo discutida no Congresso Nacional. Queremos entrosar as forças federais, estaduais e até municipais no enfrentamento deste flagelo”, declarou o ministro.

O governador Cláudio Castro afirmou que as ações serão “100% integradas” para eliminar barreiras burocráticas e garantir uma atuação mais eficiente. “Tentar eliminar barreiras para que nós possamos de fato fazer uma segurança pública que atenda o nosso verdadeiro e único cliente, que é o cidadão”, disse.

A decisão ocorre após a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 100 mortos — sendo considerada a ação policial mais letal da história do país. Em resposta, criminosos ligados ao Comando Vermelho promoveram bloqueios e barricadas em diversas vias da capital fluminense.

Lewandowski anunciou o reforço de 50 novos agentes da Polícia Rodoviária Federal nas estradas do Rio e o envio de agentes de inteligência ao estado. O governo federal também disponibilizou peritos e vagas em presídios federais para o envio de líderes criminosos, caso o governo estadual solicite.

O encontro no Palácio Guanabara ocorreu um dia após Castro cobrar mais apoio federal no combate às facções. O governador afirmou que o Rio tem enfrentado a criminalidade “sozinho nesta guerra”. Lewandowski, por outro lado, disse que o Ministério da Justiça já atendeu pedidos anteriores, como a transferência de chefes do crime para presídios de segurança máxima.

Debate sobre o termo “narcoterrorismo”

O governo do Rio tem usado com frequência o termo “narcoterrorismo” para descrever a atuação das facções. O ministro, no entanto, rejeitou o uso da expressão. “Uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas. O terrorismo envolve sempre uma questão ideológica. As facções são grupos que sistematicamente praticam crimes previstos no Código Penal”, explicou Lewandowski.

Ele destacou que a legislação diferencia com clareza os conceitos de organização criminosa e grupo terrorista, e que o governo federal não pretende misturá-los.

GLO descartada

Tanto Lewandowski quanto Castro descartaram o uso das Forças Armadas por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O ministro explicou que a medida só pode ser acionada a pedido do governador, em casos de incapacidade das forças locais.

Castro negou ter cogitado solicitar a medida. “A situação das forças de segurança do Rio hoje é completamente diferente da de 2018. Hoje temos uma força estadual capacitada”, afirmou.

Você acredita que a criação desse escritório emergencial vai ajudar a reduzir a violência no Rio de Janeiro?

Fonte:AgênciaBrasil

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