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Líder do PL culpa jogo do Flamengo por esvaziamento de ato pró-Bolsonaro na Paulista

Por Central FM 104,92 min de leitura
Líder do PL culpa jogo do Flamengo por esvaziamento de ato pró-Bolsonaro na Paulista

A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (29), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu apenas 12,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. O levantamento, realizado com imagens de drones e análise por inteligência artificial, foi feito às 15h40, momento de maior concentração, e aponta uma queda significativa em relação a atos anteriores. Para comparação, o protesto de 6 de abril, na mesma avenida, atraiu 44,9 mil pessoas, enquanto o de 16 de março, em Copacabana, reuniu 18,3 mil, segundo a mesma metodologia.

O ato, que tinha como lema “Justiça Já” e foco em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa de Bolsonaro, foi visivelmente esvaziado. Em frente ao Masp, o público não ocupou um quarteirão inteiro, e na região da rua Peixoto Gomide, espalhou-se por pouco mais de dois quarteirões. No trio elétrico, aliados do ex-presidente reconheceram a baixa adesão. O pastor Silas Malafaia, organizador do evento, afirmou que o número de participantes era menos relevante que a mensagem transmitida.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, atribuiu o baixo quórum a fatores externos, como o fim do mês, que impacta o orçamento dos apoiadores, e a final da Copa do Mundo de Clubes entre Flamengo e Bayern de Munique, realizada no mesmo dia. “É o penúltimo dia do mês, o nosso povo vem sempre pagando passagem, mais as despesas de Uber”, disse Cavalcante, destacando também o início das férias escolares como possível desincentivo. Ainda assim, ele desafiou a esquerda a mobilizar “um terço” do público presente no ato bolsonarista.

O evento, que contou com a presença de governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Cláudio Castro (RJ), foi encerrado por volta das 16h, após o discurso de Bolsonaro. Manifestantes exibiram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Apesar da mobilização, o esvaziamento reflete um enfraquecimento na capacidade de convocação do bolsonarismo, em meio a investigações judiciais e divisões internas.

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Fonte: Folha de S.Paulo

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