O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu com indignação à manifestação do governo dos Estados Unidos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em postagem nas redes sociais nesta segunda-feira (4), o parlamentar classificou como “inaceitável” a nota do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão ligado ao Departamento de Estado norte-americano.
“A interferência do governo dos EUA nos assuntos internos do Brasil é inaceitável. O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental ultrapassou todos os limites ao atacar o STF e o ministro Alexandre de Moraes, por cumprir seu dever constitucional”, escreveu Lindbergh.
O parlamentar reforçou que a decisão do STF não se trata de uma simples opinião política, mas de uma medida judicial amparada na Constituição, motivada pelo descumprimento de cautelares por parte de Bolsonaro. A medida foi tomada após o ex-presidente utilizar redes sociais de terceiros — prática proibida por decisão judicial — por meio de um vídeo divulgado no domingo (3) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante manifestações organizadas pela extrema direita.
Segundo Lindbergh, a nota dos EUA se alinha a uma tentativa de ingerência internacional promovida por setores da extrema direita. “O Brasil não será protetorado de luxo nem neocolônia da extrema direita internacional. A independência conquistada em 1822 não será revogada por pressão estrangeira nem por sanções ideológicas articuladas por Eduardo Bolsonaro e seus aliados no exterior. A justiça brasileira não será intimidada”, afirmou.
Crise diplomática e retaliações
A nota do governo norte-americano, assinada durante a gestão de Donald Trump, acusou o ministro Alexandre de Moraes de violar direitos humanos e ameaçou responsabilizar “todos aqueles que auxiliarem e incentivarem a conduta sancionada” — em clara referência ao processo que envolve Bolsonaro. A postura da Casa Branca acirrou a crise diplomática com o Brasil e gerou reações dentro do governo Lula, que vê na movimentação um possível ataque à soberania nacional e à independência dos Poderes.
Além disso, há suspeitas de que Eduardo Bolsonaro esteja atuando nos bastidores para articular pressões externas contra o STF. O deputado é investigado por participar da suposta trama golpista e por manter relações com aliados do governo Trump.
Lindbergh finalizou sua manifestação com uma mensagem de firmeza: “A extrema direita quer usar Washington para sabotar o STF e interferir em julgamentos no Brasil. Não passarão!”.
A declaração do parlamentar repercutiu entre líderes da base governista e reforçou o discurso do Palácio do Planalto de que o Brasil manterá a autonomia das suas instituições, mesmo diante de pressões internacionais.
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Fonte:brasil247
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