O presidente Luiz Iníacio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (11), durante a Cúpula do Mercosul em Buenos Aires, a adoção de moedas locais nas transações comerciais entre os países do bloco. A medida, segundo ele, reduziria custos e riscos cambiais. Lula também afirmou que, após avançar em acordos com a Europa, o Mercosul deve olhar para a Ásia e buscar parcerias com economias em crescimento, como China, Índia e Vietnã.
Moedas locais e soberania digital
Em seu discurso ao assumir a presidência rotativa do Mercosul, Lula destacou a necessidade de modernizar o sistema de pagamentos no bloco:
"Podemos diminuir custos e reduzir riscos cambiais utilizando nossas próprias moedas. Precisamos de um sistema de pagamento em moedas locais revigorado e moderno, que facilite transações digitais."
Além disso, o presidente reforçou a importância de processar localmente minerais estratégicos – como lítio, terras raras e cobre – para agregar valor e gerar empregos na região. Ele também defendeu a instalação de centros de dados no Mercosul como questão de "soberania digital".
Novos acordos comerciais
Lula citou negociações em andamento com:
✅ Canadá
✅ Emirados Árabes Unidos
✅ Panamá
✅ República Dominicana
Além disso, o Mercosul busca atualizar acordos com Colômbia e Equador. O presidente expressou confiança de que os tratados com a União Europeia e o EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) serão assinados ainda este ano.
Foco na Ásia
Lula afirmou que o bloco deve priorizar relações com economias asiáticas:
"É hora de o Mercosul olhar para a Ásia, centro dinâmico da economia mundial. Nossa participação nas cadeias globais de valor se beneficiará de maior aproximação com Japão, China, Coreia, Índia, Vietnã e Indonésia."
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Via Brasil 247
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