Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, realizada nesta terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao que classificou como interferências indevidas de lideranças internacionais em assuntos internos de outros países.
Sem citar diretamente os recentes atritos diplomáticos, Lula falou em “palpites” externos e reforçou a importância da soberania nacional:
“Se passarmos a dar palpite sobre as coisas que acontecem nos outros países, estamos ferindo uma palavra mágica chamada ‘soberania’, que é o que faz a gente lutar e defender o nosso país”, declarou o presidente.
Lula também alertou para o abandono crescente do multilateralismo, princípio que norteou as relações internacionais desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ele afirmou que o sistema está sendo desmontado em favor de acordos bilaterais e interesses unilaterais que comprometem a estabilidade global.
Segundo o presidente, o diálogo entre as nações deve se basear em respeito mútuo e verdade:
“Queria que o Trump pudesse ouvir o que o Isaac [Sidney, presidente da Febraban] falou. O que disse o Alckmin… Seria tão importante que a gente trabalhasse na verdade, somente na verdade e nada mais que a verdade.”
Ao tratar da democracia, Lula foi além do direito ao voto, destacando a importância do engajamento popular na fiscalização dos representantes eleitos:
“Democracia não é apenas o direito de votar. É também o direito de corrigir o erro se você cometeu na votação. É fiscalizar, saber o que faz um deputado, acompanhar a votação, saber o que faz um senador, um governador, um prefeito, um vereador. Se a sociedade não tomar conta disso, a tendência natural é a política ficar cada dia pior, mais desacreditada.”
O presidente defendeu ainda a igualdade entre as nações nos fóruns internacionais, como a ONU. Para ele, todos os países — independentemente do tamanho ou da população — devem ter o mesmo direito de representação:
“Uma ilha, por menor que ela seja, tem o mesmo voto que o maior país do mundo quando vai votar na ONU ou numa instituição multilateral”, afirmou.
Ao final de sua fala, Lula reiterou seu compromisso com a construção de um Brasil soberano, democrático e ativo no cenário global:
“É esse país que estamos querendo construir. E é esse país que quero entregar ao povo brasileiro.”
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Fonte:Brasil247
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