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Lula diz que nova isenção do IR vai injetar R$ 28 bilhões na economia

Por Central FM 104,92 min de leitura
Lula diz que nova isenção do IR vai injetar R$ 28 bilhões na economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia brasileira em 2025. A declaração foi feita em cadeia nacional de rádio e televisão, dias após a sanção da lei, ocorrida na última quarta-feira (26), em Brasília.

Durante o pronunciamento de cerca de seis minutos, Lula destacou que a desigualdade do Brasil “é a menor da história”, embora ainda siga entre as mais altas do mundo. Ele citou programas como Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo como ações que contribuíram para o atual cenário.

Segundo o presidente, a mudança no Imposto de Renda representa um passo inicial para corrigir distorções. “Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, afirmou.

Lula também apresentou simulações para ilustrar o impacto no bolso dos trabalhadores. Um empregado que recebe R$ 4.800, por exemplo, deixará de pagar cerca de R$ 4 mil por ano de IR, o equivalente, segundo ele, a “quase um décimo quarto salário”.

A compensação pela renúncia fiscal virá do aumento da taxação sobre os super-ricos — cerca de 140 mil contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil por ano passarão a pagar uma alíquota adicional progressiva de até 10%. O governo argumenta que esses contribuintes, atualmente, pagam uma alíquota efetiva média de apenas 2,5% sobre seus rendimentos totais, muito abaixo da média de 9% a 11% paga por trabalhadores de renda comum.

A nova legislação, no entanto, não corrige a tabela completa do Imposto de Renda. Permanecem as alíquotas já existentes — de 0%, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% — e quem ganha acima de R$ 7.350 seguirá pagando a alíquota máxima. Segundo estimativas do governo, a correção integral da tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano.

Os rendimentos isentos, como ganhos de capital, heranças, doações, aplicações específicas e aposentadorias por moléstia grave, seguem fora da base de cálculo. O texto também estabelece limites para evitar que a soma dos impostos pagos por empresas e contribuintes ultrapasse percentuais específicos, garantindo restituição caso isso ocorra.

As mudanças passam a valer a partir de janeiro e fazem parte das principais promessas econômicas apresentadas por Lula durante a campanha presidencial de 2022.

Fonte:CearáAgora

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