O mercado financeiro ajustou novamente suas expectativas para a inflação, reduzindo a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,10% para 5,09% em 2025, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC). Essa é a nona queda consecutiva na estimativa.
Para os anos seguintes, as projeções também foram revisadas:
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2026: de 4,45% para 4,44%
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2027: mantida em 4%
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2028: mantida em 3,8%
Apesar da desaceleração recente, a inflação acumulada em 12 meses ainda está em 5,35%, acima do teto da meta (4,5%) pelo sexto mês seguido. Pelo novo regime, o presidente do BC precisa justificar o descumprimento em carta aberta ao ministro da Fazenda e apresentar medidas para controlar os preços.
Juros básicos e impacto na economia
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano após sete altas consecutivas, indicando cautela diante das incertezas econômicas. A próxima decisão será anunciada nesta terça (29) e quarta-feira (30).
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Previsão para o fim de 2025: Selic em 15%
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2026: queda para 12,5%
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2027 e 2028: redução para 10,5% e 10%, respectivamente
Taxas de juros altas freiam a inflação, mas também podem desacelerar o crédito e o consumo.
Crescimento do PIB e câmbio
O mercado mantém a estimativa de crescimento do PIB em 2,23% para 2025. Para 2026, a projeção subiu de 1,88% para 1,89%, e para 2027 e 2028, espera-se 2% em ambos os anos.
No primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 1,4%, impulsionada pelo agronegócio. Em 2024, o PIB havia fechado com alta de 3,4%, o melhor resultado desde 2021.
Já o dólar deve terminar 2025 em R$ 5,60 e 2026 em R$ 5,70, segundo as projeções.
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Fonte: Agencia Brasil
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